O MIRANTE TV | 10-06-2019

Dia de Portugal em Santarém deixou um pedaço de alcatrão e dívidas

Faz dez anos que Santarém recebeu pela primeira e única vez as comemorações do 10 de Junho.

Faz dez anos que Santarém recebeu pela primeira e única vez as comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Era Presidente da República, Cavaco Silva. O presidente da câmara era Moita Flores e ainda gozava de admiração das gentes de Santarém, que acabaram por herdar dívidas e ficar a conhecer alguns passos menos claros do autarca, que actualmente é arguido por prevaricação de titular de cargo político devido a irregularidades em obras.

O 10 de Junho deu entusiasmo às pessoas da região. A cidade encheu-se de bandeirinhas e não se poupava em gastos. Dos muitos milhares que a câmara gastou em acções de charme, apenas restou como benefício para a população o alcatroamento do Campo Infante da Câmara, onde decorreu a cerimónia e que hoje pouco mais é que um parque de estacionamento.

Miúdos e graúdos encantaram-se com as actividades na cidade. Até um avião F16 foi colocado no Jardim da República para animar o espaço que não tinha e continua a não ter nem metade do movimento dos dias que antecederam a grande data para o país. Também houve uma exposição de dez séculos de História de Portugal, com peças de grande valor simbólico como o Tratado de Alcanices, a Lei das Sesmarias, a carta de abolição da pena de morte ou a primeira Constituição da República Portuguesa.

A festa terminou com condecorações a ilustres e Cavaco Silva meteu ao pescoço de Moita Flores a distinção de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Mas o autarca esqueceu-se de pagar a tenda onde decorreu a cerimónia de condecorações e três anos depois a empresa que forneceu a tenda e equipamento teve de meter a câmara em tribunal para pagar um calote de 200 mil euros.

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