Opinião | 14-11-2008 14:53

Os que fazem a diferença

Uma das crónicas publicadas neste espaço esteve na origem de um telefonema de um político de Vila Franca de Xira que ligou indignado porque eu não estava a ser justo na minha opinião.Não costumo reagir mal quando me ligam, principalmente para o telemóvel, nomeadamente quando é para falar de trabalho. Posso não estar disponível na altura e responder com poucas palavras, ou com o silêncio, se a conversa me cheirar a esturro. Mas depressa dou o braço a torcer. Ninguém vive sozinho, gosta de ficar a falar sozinho, pode governar sozinho e jamais será feliz isolado do mundo.Mas é curioso como os políticos aparecem só quando muito bem entendem. E quando aparecem é para contestarem artigos de opinião. Na semana em que escrevi a crónica O MIRANTE publicava três páginas sobre o assunto da crónica. Quem me ligou ignorou o trabalho editorial que fizemos no concelho. A sua grande preocupação foi telefonar-me e chamar-me injusto. Não quis deixar o assunto apenas entre mim e os meus botões porque o achei uma boa introdução para deixar aqui um elogio que me parece justo.As federações distritais do PSD e do PS de Santarém têm nesta altura dois presidentes que fazem a diferença. Vasco Cunha é um político de excepção a dialogar e a trabalhar. Pelo que vou sabendo também faz a diferença a dirigir. É guerreiro mas não é de guerras. É bom homem mas não é parvo. É aparentemente uma pessoa um pouco discreta demais para o exercício de um cargo político mas, com os anos que já leva de trabalho, a verdade é que está a fazer a diferença. E para melhor. Foi já no seu mandato que Moita Flores ganhou a Câmara de Santarém. Foi a partir da altura que tomou conta da distrital que o partido começou a comunicar. Chegam à redacção de O MIRANTE, em média, dois press por semana. E não é só propaganda. São actas de reuniões de trabalho, informações que ajudam a perceber como vai a actividade partidária no distrito.Paulo Fonseca tomou agora conta da distrital de um partido que não sabe o que é comunicar com os jornais. O PS não existe como partido político no contacto com os órgãos de comunicação social. Mas se quisermos falar do político Paulo Fonseca a coisa pia mais fino. Compará-lo com o anterior presidente da distrital, António Rodrigues, é comparar alhos com bugalhos. Paulo Fonseca como político é educado, um homem de respeito, um Senhor no trato, um político que também faz a diferença.O PS é um saco de gatos há muitos anos. Paulo Fonseca tem algumas responsabilidades uma vez que já ocupou o lugar e, na altura, não fez com que se notasse a diferença. O seu percurso como governador civil deu-lhe crédito e estatuto. Não admira que tenha convencido os seus camaradas que é a pessoa certa para o lugar certo.JAE

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