Opinião | 04-12-2013 17:54

Palermas do século XXI

Há meia dúzia de “trutas” na política que nos envergonham e mais cedo ou mais tarde acabam com o pouco crédito que os políticos ainda gozam na opinião pública.

Há meia dúzia de “trutas” na política que nos envergonham e mais cedo ou mais tarde acabam com o pouco crédito que os políticos ainda gozam na opinião pública. Quem acompanha as notícias de O MIRANTE sabe o que pensamos da antiga Entidade Regional de Turismo e dos seus dirigentes nomeadamente Carlos Abreu e Joaquim Rosa do Céu almas gémeas no Partido Socialista e, pelo vistos, ultimamente também noutros interesses. Com a extinção da tal entidade de Turismo, que nos últimos anos não fez ponta de corno pela região e pelo seu Turismo, a promoção do turismo na região do Ribatejo passou para uma entidade chamada Região de Turismo do Alentejo. O caricato não fica por aqui; os concelhos de Alcanena, Ourém, Abrantes, Tomar, Torres Novas, Constância, Ferreira do Zêzere, Barquinha e Sardoal fazem parte da Região de Turismo do Centro que engloba concelhos como Castelo Branco, Coimbra, Aveiro e Viseu. Definir e aplicar no terreno estratégias locais e regionais de desenvolvimento do turismo para os concelhos da região do Ribatejo, em conjunto com Viseu ou Évora, por exemplo, é a mesma coisa que esperar sentado pela influência da região junto dos lobistas de Lisboa. Com esta lógica de governação ainda ganhamos o prémio de palermas do século XXI.O que é mais curioso nestas alterações que se vão fazendo nas instituições que nos governam é a forma burra e arrogante como cada um puxa a brasa à sua sardinha. Dou um exemplo; a região de Turismo do Alentejo ficou com a responsabilidade de promover o Turismo em parte do Ribatejo mas os imóveis continuam propriedade da região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.O actual presidente da Região de Turismo do Alentejo é um homem do terreno e dá para imaginar quantos quilómetros é que ele deve fazer por semana para poder estar em todas. Se a sua missão já aparenta ser impossível imagine-se o seu trabalho lutando contra as burocracias e os poderes instalados que se adivinham com decisões como aquela que nesta altura impede a Câmara de Santarém de tomar posse da Casa do Campino e que é notícia nesta edição. Mário Soares tem razão; esta gente que nos governa precisa de um abanão. Mas a solução não passa por mandar para casa Pedro Passos Coelho e elegermos António José Seguro ou outro qualquer; na nossa opinião passa por reformar a classe política intermédia, esses sim, agarrados ao Poder e aos interesses instalados como a lapa à rocha, tudo contas do mesmo rosário que Mário Soares conhece muito melhor do que nós e não fala porque, para ele, a política já é só espectáculo. JAE

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