Política | 08-03-2006 09:24

Candidato à distrital do CDS quer impugnar repetição de eleições

O presidente em exercício da Distrital do CDS de Santarém, e recandidato ao cargo, anunciou ontem em comunicado que já pediu a impugnação da decisão do Conselho Nacional de Jurisdição que ordena a repetição das eleições para os órgãos distritais.No documento, o presidente em exercício da Distrital, Herculano Gonçalves, contesta a decisão do Conselho Nacional de Jurisdição, alegando que representa "uma tomada de posição radical, anti-democrática e muito injusta" já que obriga à repetição de todo o acto eleitoral e não apenas na mesa de Santarém, onde foram detectadas irregularidades no caderno eleitoral.Por outro lado, Herculano Gonçalves justifica também o pedido de impugnação já entregue no Tribunal Constitucional com o facto do Conselho Nacional de Jurisdição do partido de estar a violar os estatutos ao apresentar uma decisão 83 dias depois das eleições (realizadas em Dezembro) e não 45 dias como está definido.Em paralelo, o presidente demissionário da Distrital, que foi recandidato ao cargo em Dezembro, informou ainda que começou ontem "a circular um abaixo-assinado para a realização de um Congresso Extraordinário Electivo" dos órgãos nacionais, que Herculano Gonçalves considera estarem a mover acções para minar o funcionamento das Distritais que apoiaram Telmo Correia nas últimas eleições do partido.Em causa estão irregularidades na mesa de voto de Santarém, onde votam as concelhias de Santarém, Cartaxo e Rio Maior. O Conselho de Jurisdição entendeu que os problemas devem obrigar à repetição do acto eleitoral em todo o distrito.Na sexta-feira, o presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, Manuel Machado, revelou que os motivos da repetição das eleições devem-se aos problemas detectados já que "os cadernos eleitorais foram alterados à última hora e acrescentados à mão nomes de outros votantes"."O acto eleitoral foi julgado irregular" e, "para sanar as irregularidades, todas as eleições deveriam ser repetidas" e não apenas na mesa de Santarém, explicou então Manuel Machado, salientando que a fiscalização dos cadernos eleitorais deverá ser feita directamente pela Secretaria-geral do partido.Em comunicado anterior, Filipe Teixeira, membro da lista opositora de Herculano Gonçalves, mostrou-se satisfeito com a decisão do Conselho Nacional de Jurisdição, considerando que "o processo eleitoral correu mal por razões da inteira, única e exclusiva responsabilidade" de Herculano Gonçalves, acusando-o de incluir na sua candidatura "elementos que à data não eram militantes do partido" e de ter "alterado os cadernos eleitorais oficiais do partido".

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