Política | 30-03-2006 21:51

Moita Flores garante que não contrata "boys"

O presidente da Câmara de Santarém apontou os nomes de alguns militantes do PS e da CDU contratados para a sua equipa de apoio para contestar “boatos” que circulam na cidade de que se terá feito rodear por “boys” e “girls” supostamente ligados ao PSD.Na sessão da assembleia municipal de quinta-feira, Francisco Moita Flores garantiu que todas as contratações foram feitas a coberto do que a lei prevê e unicamente guiadas por critérios de competência. Questionado pelo eleito do Bloco de Esquerda Pedro Malaca sobre o assunto, revelou que contratou para o seu gabinete um chefe de gabinete, um adjunto e dois secretários. E que cada um dos três vereadores a tempo inteiro tem ao seu serviço um secretário, tal como a lei prevê.Mais: “Quando entrámos para a câmara só eu é que levei dois secretários. Estivemos dois meses a trabalhar de dia e de noite para perceber de que pessoas precisava e não para saber quem o PSD queria meter ou quem o PS não queria que saísse” – explicou.Para contrariar as alusões depreciativas da CDU ao recrutamento de “boys” e “girls” supostamente por critérios partidários, Moita Flores referiu que o secretário do vereador Mário Santos (Carlos Azemel) transitou do anterior mandato e até é militante socialista. Tal como renovou a avença com Duarte Pinto da Rocha, outro militante do PS, que é director da Casa do Brasil.Acrescentou que as pessoas escolhidas para criar e dirigir o Instituto Bernardo Santareno (Vicente Batalha) e dinamizar as relações com as colectividades e as freguesias (José Valbom) são pessoas afectas à CDU. Recorde-se que Vicente Batalha já foi vereador e pertence à bancada da CDU na assembleia municipal. José Valbom foi presidente da Junta de Freguesia da Póvoa da Isenta pela mesma força política.Moita Flores não gostou igualmente de ouvir referências à contratação de uma técnica especialista em sociedades de reabilitação urbana e em empresas municipais que trabalhou com Pedro Santana Lopes na Câmara da Figueira da Foz e com Carmona Rodrigues na Câmara de Lisboa.“Será que por ter trabalhado com Santana Lopes não presta? Isso é perfeitamente ridículo!”, exclamou o autarca, esclarecendo que a contratação da técnica foi feita através de requisição à função pública “para melhorar um departamento em crise”.Foi ainda contratado um arquitecto especialista em urbanismo e Direito do urbanismo para a Divisão de Gestão Urbanística e Ambiente (DGUA) – “para nos ajudar a perceber aquelas encrencas grandes que já lá estão há oito e dez anos”.Em tom duro, Moita Flores declarou ainda que não discutia com ninguém as suas amizades. “Assumo aqui claramente que sou amigo de Vicente Batalha, mas não é por isso que ele vai liderar o Instituto Bernardo Santareno”, afirmou, apontando Batalha como “a pessoa que mais sabe de teatro em Santarém”. “Tal como ninguém acredita que o José Valbom seja um boy do PSD”, acrescentou, classificando o visado como “um dos mais brilhantes presidentes de junta que houve aqui e uma das pessoas que mais sabe de freguesias e de associativismo”.A concluir, referiu que o anterior executivo, em quatro anos, contratou 145 pessoas, o que representou um acréscimo de massa salarial de cerca de um milhão de euros anuais.

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