Política | 06-04-2006 10:06

Guerra de palavras no executivo do Entroncamento

A obra da rotunda da Ponte da Pedra, a porta de entrada do Entroncamento para quem vem de Vila Nova da Barquinha, foi o mote para uma alargada guerra de palavras entre a maioria social-democrata e a oposição (PS e BE).Na última reunião do executivo da Câmara do Entroncamento, o vereador Ezequiel Estrada, independente eleito pelo PS, referiu que muitos munícipes têm vindo falar com ele, desagradados com a obra da rotunda. E acrescentou que ele próprio não concorda com o projecto.A última afirmação levou o presidente da câmara, Jaime Ramos (PSD), a perder a paciência e a levantar o tom de voz. “Isto chega a ser ridículo”, disse, salientando que o projecto preliminar da rotunda da Ponte da Pedra - feito pelos técnicos da empresa Estradas de Portugal por se situar numa estrada nacional (EN3) – “foi aprovado por unanimidade” na reunião de 2 de Janeiro deste ano.“O senhor”, disse virando-se para o vereador Estrada, “deveria era dizer às pessoas que vêm ter consigo que também aprovou o projecto, portanto acha-o bom”.As palavras de Jaime Ramos ainda deitaram mais lenha para a fogueira acesa pela oposição, com o vereador do Bloco de Esquerda, Henrique Leal, a aproveitar a deixa para “avisar” o presidente: “O senhor está-se a pôr a jeito para que um dia os vereadores da oposição não assinem nenhum documento”, disse, referindo-se ao facto de os projectos sofrerem alterações após serem aprovados pelo executivo.Como, exemplificou, a ciclovia que ao contrário do que estava em projecto, foi forrada por uma pedra “de nome esquisito” que “ainda é mais cara que o granito”.Referindo-se a este mas também a outros investimentos, o vereador do BE ressalvou que o Entroncamento se parece cada vez mais com uma “terra de novo-riquismo saloio”.Já antes o vereador do Bloco tinha criticado a decisão da maioria em entregar a gestão do sector da cultura a uma empresa privada. “Discordo que a câmara necessite de uma empresa para gerir os projectos culturais da cidade e considero também excessivo o encargo mensal de 1.500 euros para um trabalho de um dia semanal”.

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