Política | 13-04-2006 09:24

Autarca defende nova CCDR

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha defendeu ontem a criação de mais uma Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), abrangendo as regiões do Oeste e Vale do Tejo e parte do distrito de Leiria.Segundo Fernando Costa, "numa altura em que o Governo pensa na regionalização, com base nas áreas das CCDR, seria conveniente pensar em criar uma nova CCDR, entre Lisboa e Coimbra"."As actuais cinco regiões [Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve] em Portugal são desequilibradas, o quadro actual é anacrónico, pois a região de Lisboa, por exemplo, está sobredimensionada relativamente a outras", disse Fernando Costa.O autarca falava aos jornalistas em Rio Maior, à margem da sessão de apresentação do processo de elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT).Para o autarca das Caldas da Rainha, as três unidades territoriais (NUT III) que são abrangidas pelo PROT-OVT têm mais de 805 mil habitantes e 8.792 quilómetros quadrados, "ou seja, o dobro do Algarve e o dobro da população do Alentejo"."Fazia todo o sentido uma nova região abrangendo estas três NUT - Oeste, Médio Tejo e Lezíria do Tejo - e acrescentando-lhe os concelhos da Batalha, Porto de Mós e Leiria e, eventualmente, a Marinha Grande e até Pombal", disse Fernando Costa.O Oeste, o Médio Tejo e a Lezíria do Tejo englobam 33 concelhos - Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Ourém, Peniche, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Sardoal, Sobral de Monte Agraço, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras e Vila Nova da Barquinha.Segundo Fernando Costa, a necessidade de elaborar um PROT independente para esta área - não ficando integrado no Plano Regional que abrangerá os restantes concelhos da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo - "prova a necessidade da criação dessa nova estrutura e o próprio PROT-OVT pode contribuir para isso".Fernando Costa considerou ainda que o assunto "devia ser agarrado pelos deputados à Assembleia da República".

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