Política | 05-05-2006 15:43

Contas da Câmara de Alpiarça aprovadas pela assembleia municipal

O relatório de prestação de contas da Câmara de Alpiarça referente ao ano de 2005 foi aprovado por maioria pela assembleia municipal. Os oito votos a favor dos eleitos do PS bastaram face aos seis votos contra da CDU e às duas abstenções do PSD.Paulo Espírito Santo (PS) defendeu as contas da câmara ao dar como exemplo o facto de as receitas correntes terem suportado as despesas correntes. “Tendo ainda sobrado 18 por cento que transitaram para despesas de capital, fruto das economias realizadas pelo município”, acrescentou. O eleito socialista recordou também que o endividamento da autarquia aumentou apenas 1,5 milhões de euros face a cerca de 40 milhões de euros investidos em obras no concelho ao longo do anterior mandato.O cenário é bem diferente do ponto de vista da CDU. Que considera mais relevante a fraca taxa de execução de investimento, abaixo dos 37 por cento, apenas semelhante à de 2000.João Osório apontou ainda o decréscimo de receitas em 33 por cento, o que considerou um exemplo da regressão económica da Câmara de Alpiarça. O eleito comunista realçou ainda a “escalada” do crescimento do endividamento camarário em 2005, na ordem dos 14 por cento.Com a justificação de não ter tido representação política na câmara e na assembleia municipal em 2005, o PSD anunciou a sua abstenção na votação das contas da autarquia.João Brito fez, no entanto, questão de sublinhar que entre 2002 a 2005 os Governos do PSD foram “amigos” da Câmara de Alpiarça, em matéria de investimento e apoios estatais.Argumentos rejeitados de imediato pelo presidente da Câmara de Alpiarça, que os considerou “uma forma de denegrir o poder local e um atestado de incorrecção sobre o que é a administração central”. Joaquim Rosa do Céu (PS) recordou como exemplo que o novo edifício da câmara foi projectado, contratualizado e concretizado em governos do PS e do PSD. O edil de Alpiarça considerou ainda natural que o nível de investimento de 2005 tenha sido menor. “Fruto do período de recessão económica que se atravessa e da diminuição de receitas provenientes da derrama e de outros impostos municipais”, esclareceu.

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