Política | 06-05-2006 16:42

Herculano Gonçalves desafia líder no congresso do CDS

O líder da distrital de Santarém do CDS-PP, Herculano Gonçalves, desafiou hoje o presidente do partido a renunciar, no congresso, ao mandato de eurodeputado, considerando que a continuidade em Bruxelas é "uma fraqueza" de Ribeiro e Castro."Se quer continuar a dirigir este partido deve dar garantias hoje aqui que faz a sua renúncia como eurodeputado", pediu Herculano Gonçalves, um repto que foi aplaudido por parte dos congressistas, na apresentação da sua moção, "Na União está a Razão".O líder da distrital de Santarém acusou também Ribeiro e Castro de não ter uma liderança forte."O dr. Ribeiro e Castro demonstrou muita fraqueza não deixando o seu lugar em Bruxelas", criticou, acrescentando que "se hoje houvesse eleições legislativas o CDS apareceria na cauda da tabela".Sublinhando que apenas é candidato à liderança porque as regras para apresentação de moções assim o determinam, Herculano Gonçalves fez a primeira referência do congresso ao ex-líder Paulo Portas, que não mereceu qualquer reacção dos congressistas."É urgente conquistar a massa de militantes que durante anos seguiram Paulo Portas. Onde está a anterior estabilidade? Onde está a vocação de Governo?", questionou.Na sua moção, o líder do CDS-PP de Santarém defende que o partido deve ter três vice-presidentes (um para a área financeira, outro para a implantação do partido e um porta-voz), três secretários- gerais adjuntos (oriundos de várias realidades do país) e uma nova forma de repartição das moções.O primeiro a apresentar a sua moção ao XXI Congresso foi o vice-presidente do Conselho Nacional Paulo Miranda, que há um ano apoiou Ribeiro e Castro, mas que agora garante ir a votos contra ele."Eu acreditei na diferença, infelizmente enganei-me. O partido continua o mesmo, continua mais desunido do que estava", justificou, criticando Ribeiro e Castro por se ter referindo ao grupo parlamentar como "uma banda" e a alguns subscritores de moções como "um cesto de gatos"."Eu de gato não tenho nada!", indignou-se Paulo Miranda.Sem se alongar sobre a sua moção, "Um CDS para Todos", o vice- presidente do Conselho Nacional acusou a actual direcção de estar mais virada para questões internas do que para o exterior."O Governo vai passeando, sem oposição forte e sem convergência entre a direcção e os deputados da Assembleia da República", criticou.A terminar, Paulo Miranda convidou o presidente da mesa do Congresso Luís Queiró e o ex-líder parlamentar Telmo Correia para integrar, em caso de vitória, a sua equipa directiva."Aceite o meu pedido, se eu ganhar o congresso que continue a dirigir os trabalhos", disse, dirigindo-se a Queiró, apelando depois a Telmo Correia para que aceite ser o 'seu' presidente do Conselho Nacional "para acabar de vez com os gatos".

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