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Política | 16-02-2008 09:14
BE critica localização de zona logística no Médio Tejo
O Bloco de Esquerda considera "má solução" a opção por uma zona logística na envolvente da A1 com a A23, criticando a Comunidade Urbana do Médio Tejo por não ter debatido a proposta que quer candidatar a fundos comunitários. Numa conferência de imprensa destinada a analisar as opções estratégicas do Médio Tejo, tendo em vista o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que dá prioridade a projectos intermunicipais, a coordenadora distrital de Santarém do Bloco de Esquerda (BE) lamentou que a chamada "Porta Norte" se situe numa das extremidades da sub-região. Carlos Matias, da coordenadora do BE distrital, criticou a localização nos concelhos de Alcanena e Torres Novas, uma zona já de si muito congestionada do ponto de vista rodoviário e "inacessível ao transporte ferroviário". Apelando à reflexão de autarcas, empresários, sector do ensino, população em geral, Carlos Matias questionou a ausência de debate, desta e doutras propostas apontadas na estratégia da CUMT, tanto na assembleia da comunidade como nas 11 assembleias dos municípios que a integram. "A falta de legitimidade democrática dá para tudo, decide-se o que a alguém interessa, porque não têm que prestar contas a ninguém", lê-se no comunicado distribuído na conferência de imprensa. O Bloco de Esquerda apresentou, em Julho de 2007, uma proposta para criação de um parque de negócios "de dimensão significativa" na zona central do Médio Tejo, "eventualmente entre os concelhos de Tomar e Vila Nova da Barquinha". Para o BE, a região beneficiaria mais da capacidade de atracção de projectos de dimensão significativa se a plataforma logística se encontrar nessa zona, beneficiando da maior proximidade das rotas ferroviárias e da equidistância em relação aos maiores centros populacionais da região. "A ligação aos pólos do ensino superior, a preocupação com o ambiente e necessidade de criação de emprego qualificado são aspectos que, globalmente, justificam a proposta do Bloco de Esquerda e deveriam ser tidos em conta", considera aquela força política. O BE "lamenta a decisão tomada e ainda mais o processo que levou à opção conhecida", acrescenta.
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