Política | 31-07-2008 09:38

Bloco de Esquerda do Cartaxo culpa Paulo Caldas pela perda de fundos de coesão

O secretariado da concelhia do Bloco de Esquerda (BE) do Cartaxo acusa Paulo Caldas e a maioria socialista que gere o município de fazerem ir por água abaixo os fundos de coesão para as águas e saneamento no âmbito da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR). “Fundos em que acreditavam (ou fingiam acreditar) e garantiam ter direito a receber mesmo depois de terem abandonado o projecto AR. São eles os responsáveis e todos os que apoiaram esta opção”, critica o BE em nota de imprensa.Para os bloquistas o abandono do projecto Águas do Ribatejo revela-se desastroso a médio e longo prazo, quando forem as gerações vindouras “a pagar o custo desta política leviana e irresponsável, sem rumo e sem sentido de futuro”. Principalmente num momento em que a Comissão Europeia aprova a reprogramação financeira da candidatura da Águas do Ribatejo e os sete municípios aderentes se mantiveram solidários com o projecto intermunicipal, que o BE sempre diz ter defendido em nome do interesse e coesão regionais.O BE considera que o presidente da Câmara do Cartaxo e a maioria socialista que o apoia tentam sacudir a água do capote e fingir controlar a situação ao afirmar que os dois milhões de euros dos fundos seriam uma gota de água no oceano de verbas que a autarquia irá dispor com a concessão privada das águas e saneamento.“Nasce torta a empresa de águas e saneamento criada pela maioria socialista na Câmara Municipal do Cartaxo, mergulhada num negócio com privados, prejudicial para o interesse público. Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita…”, lê-se na nota.Acusando Paulo Caldas de estar a hipotecar o futuro do concelho, o BE lembra ainda que o novo empréstimo que o autarca quer fazer aprovar para pagar a dívida da autarquia é outra fuga para frente que aumenta a dívida, empenhando o futuro.Falando em navegação à vista na gestão camarária, o BE considera que o ciclo socialista está a terminar. “Quando se deitam fora fundos comunitários e depois se recorre à banca, dizemos não, não é por aí que iremos, não terão o nosso apoio para políticas destas”, conclui o BE.

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