Política | 06-05-2009 12:54

Sónia Sanfona não teme que a fraca relação com Vanda Nunes lhe seja prejudicial nas eleições

Sónia Sanfona não teme que a fraca relação com Vanda Nunes lhe seja prejudicial nas eleições
Sónia Sanfona aceitou ser candidata à presidência da Câmara de Alpiarça quando era expectável que o PS avançasse com a candidatura da actual presidente, Vanda Nunes, que passou a dirigir o concelho no final do ano passado quando Joaquim Rosa do Céu suspendeu o mandato. A actual deputada eleita pelo distrito de Santarém assume que mantém com Vanda Nunes apenas uma relação institucional e que pretende acabar com as tensões políticas que se têm vivido nos últimos anos no concelho. Sónia Sanfona, advogada, 37 anos, casada e com dois filhos, diz que se for eleita não vai fazer uma política de continuidade.Não era muito expectável a sua candidatura à Câmara de Alpiarça…Admito que surpreendesse algumas pessoas. Gosto muito do trabalho parlamentar, aprendi muita coisa. A assembleia é uma escola política fantástica. Comecei por substituir o governador civil de Santarém e hoje sou vice-presidente do grupo parlamentar. Não seria mais natural continuar no Parlamento? Gosto muito daquele trabalho. Mas acho que uma pessoa que abraça uma vida na política deve estar disponível para servir os seus concidadãos no local e no momento em que for mais necessário. De quem partiu a ideia de ser candidata à câmara?Partiu da concelhia do PS de Alpiarça. Perguntaram-me se estava disponível.Foi apanhada de surpresa?O meu nome, em virtude de várias circunstâncias, estaria sempre em cima da mesa. Mas de algum modo isto fez-me parar e pensar. Não foi uma decisão que tomasse de um dia para o outro, precisei de algum tempo para ponderar, para equacionar como redireccionar a minha vida. Fiz uma avaliação do que acho que sou capaz de fazer, do que quero fazer e daquilo que os alpiarcenses podem esperar que consiga fazer se me derem a confiança para ser presidente da câmara.Falou com a actual presidente da câmara, Vanda Nunes, antes de aceitar o convite do PS?Não falei porque não tenho um relacionamento pessoal com ela. O meu relacionamento com a actual presidente de câmara é institucional, meramente institucional. Faria mais sentido para mim falar com a minha família ou com alguns amigos. Não vai convidar a actual presidente Vanda Nunes para a sua lista?Não. Não tenho ainda a lista feita, estou a ponderar um conjunto de circunstâncias que acho que são importantes. Quero ter comigo as pessoas que julgo que têm mais condições para me ajudarem a fazer um trabalho. A CDU acredita que este ano pode reconquistar a câmara e vai fazer uma campanha nesse sentido. Isso preocupa-a?Estou preparada para um combate vivo e intenso. Levarei aos meus eleitores uma lista de pessoas que considero serem as mais qualificadas para gerirem a autarquia e apresentarei um programa das pessoas para as pessoas.ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL DE 7 DE MAIO DE 2009

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