Política | 28-05-2009 10:51

Miguel Relvas acusa governador civil de Santarém de fazer campanha ainda em funções

O deputado do PSD Miguel Relvas acusou hoje o governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, de estar a fazer "batota" ao desempenhar em simultâneo aquele cargo e fazer campanha eleitoral pelo PS à Câmara Municipal de Ourém."O governador civil de Santarém apresentou a 24 de Abril a candidatura à Câmara Municipal de Ourém a 24 de Abril e ainda não saiu do cargo, o que é batota e inaceitável na vida política. Não se pode ser em simultâneo jogador e árbitro", disse o deputado do PSD.Miguel Relvas explicou que cabe ao Governo Civil fiscalizar os actos eleitorais das eleições autárquicas, o que é incompatível com a actual posição de Paulo Fonseca."Hoje, há Conselho de Ministros e por isso é exigível e saudável que o Governo substitua o governador civil de Santarém. Esta situação é insustentável pois estamos a poucos dias de um acto eleitoral [as eleições europeias]", frisou.No entender de Miguel Relvas, o governador civil de Santarém não tem condições para desempenhar a função estando em campanha eleitoral."O primeiro-ministro não pode continuar a pactuar com esta batota democrática que está acontecer no distrito de Santarém", salientou, acrescentando que em "período de crise económica e social o distrito de Santarém precisa de um governador civil de corpo e alma na função"."O governador não está presente nos problemas, está em campanha eleitoral", concluiu.Paulo Fonseca está de férias do cargo de governador civil porque o ministro da Administração Interna ainda não nomeou o seu substituto nessas funções. Paulo Fonseca pediu para sair do cargo em Maio para se dedicar às acções de campanha no concelho de Ourém.Sobre este assunto, Miguel Relvas referiu que a situação das férias ainda "acentua mais a gravidade da situação"."Mesmo quando a pessoa está de férias está em funções. Não há substituto, não há vice-governador. Se houver uma catástrofe e se estiver de férias tem de regressar porque a gestão é dele", sublinhou, acrescentando que um governador tem de ser nomeado pelo Conselho de Ministros sob proposta do ministro da Administração Interna.

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