Política | 05-01-2010 09:30

Assembleia Municipal de Alpiarça aprova orçamento que presidente da câmara diz que não se vai cumprir

Contenção, rigor e pouca margem de manobra para fazer grandes investimentos são palavras de ordem no orçamento da Câmara de Alpiarça para 2010, aprovado na sessão de assembleia municipal de 30 de Dezembro. Foram igualmente aprovadas por maioria, com votos favoráveis de CDU e PS, votos contra de quatro deputados socialistas e abstenções de outros dois as Grandes Opções do Plano. O presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira (CDU), tomou a palavra para explicar as grandes linhas dos documentos previsionais. O autarca referiu que este é um orçamento praticamente sem folgas, que reflecte a apertada situação económico-financeira da autarquia e uma dívida de curto prazo que supera os 3,5 milhões de euros, a que se soma a diminuição de receitas. “A parte disponível é muito reduzida e vamos apostar essencialmente em concluir o centro escolar, continuar a remodelação da Casa-museu dos Patudos e da praça Velha. Vamos ainda reforçar os meios ao dispor dos bombeiros municipais que precisam de uma ambulância e novos equipamentos”, sublinhou Mário Pereira, acrescentando que 2011 será um ano de maior possibilidade de investimentos. O edil de Alpiarça garantiu ainda que será garantida maior proximidade e apoio ao movimento associativo do concelho. Numa assembleia com casa cheia, Graciete de Brito fez o trabalho de oposição pelo PS. Considerou paupérrimos os documentos apresentados, no caso o plano de investimentos, “igual aos que o PS apresentou e sem apresentar novidades do programa eleitoral da CDU”, constatou. Quanto ao serviço da dívida da câmara, a deputada afirmou que apenas representa 8,5 por cento do orçamento previsto para 2010, lembrando que esse rácio vinha diminuindo com a gestão socialista da câmara. “Até hoje foram investidos 50 milhões de euros no concelho e apenas dois milhões tiveram origem em empréstimos. È dívida de investimento a que existe, não de despesa”, afirmou a deputada socialista. Fernando Ramalho acrescentou que a nova gestão CDU montou um esquema sobre o montante da dívida para justificar um orçamento “sem nada de novo em relação a 2010”. O social-democrata João Brito deu o benefício da dúvida ao primeiro orçamento da equipa de Mário Pereira e disse compreender que esta apenas teve um mês para preparar a proposta. Deixou apenas uma sugestão. “A pista de ciclismo do estádio municipal tem de ser melhor aproveitada já que foi ali investido muito dinheiro”, sugeriu. No final da discussão, após o vereador Mário Peixinho (CDU) ter indicado uma série de obras e processos em que a câmara deve dinheiro a empresas e tem processos em tribunal por cumprir, o adjunto de Mário Pereira respondeu tecnicamente a Graciete de Brito. José Marcelino indicou que o orçamento não deverá ser cumprido por se ter de inscrever nas contas previsionais mais de 3,5 milhões de euros de dívidas de curto prazo que a maioria PS deixou por pagar. Argumento que não mereceu resposta.

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