Política | 07-07-2011 15:05

Presidente da Assembleia do Cartaxo alega “falta de condições” para justificar renúncia ao cargo

A presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, Maria Manuel Simão (PS), explicou em comunicado que renunciou ao cargo alegando que nunca lhe “foram dadas as condições necessárias” para o funcionamento deste órgão autárquico. Maria Manuel Simão, que foi eleita há dois anos para o cargo numa lista do PS, enviou um comunicado às redacções no qual refere que apresentou a renúncia “por não poder conviver mais com situações que colocam em causa o respeito e a dignidade que a assembleia municipal, como órgão máximo de representação dos cidadãos do concelho, merece”.O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), lamenta a saída da presidente da assembleia e diz que viu esta decisão como o resultado da “pressão psicológica” da oposição sobre Maria Manuel Simão.Paulo Caldas admitiu também que “poderiam ter sido dadas melhores condições de funcionamento à assembleia” e que essa queixa lhe foi várias vezes transmitida pela presidente cessante. “Sublinho, no entanto, que neste mandato tentámos criar melhores condições com a cedência de uma sala e de apoio administrativo, coisa que nunca tinha acontecido nos últimos anos”, acrescentou o autarca.O presidente da autarquia referiu ainda que vinha a sentir algum “desgaste” na presidente da assembleia municipal e que “a gota de água” terá sido uma interpelação feita pelo Bloco de Esquerda a Maria Manuel Simão, na última reunião deste órgão. Paulo Caldas disse desconhecer qualquer incompatibilidade entre o seu executivo e a presidente da assembleia e acrescentou que a substituição de Maria Manuel Simão “deverá acontecer com tranquilidade”. “Estamos disponíveis para melhorar alguns aspectos do relacionamento entre os dois órgãos”, conclui o autarca do Cartaxo.Os eleitos do Bloco de Esquerda (BE) na assembleia já reagiram também à demissão da presidente afirmando em comunicado que Maria Manuel Simão “teve um mandato que se pautou pela justiça, democracia e dignidade”. “Sempre vimos na presidente da assembleia uma servidora da causa pública e dos cidadãos”, acrescentam os eleitos do BE, referindo ainda que lamentam a sua saída “por não se vislumbrar, em mais nenhum deputado eleito pela maioria PS, perfil para presidir a um tão importante órgão”.

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