Política | 02-05-2012 13:45

Comunidade Intermunicipal da Lezíria quer que Companhia das Lezírias fique na esfera do Estado

A assembleia da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) manifestou-se contra a privatização da Companhia das Lezírias (CL) e recomendou ao Governo que mantenha a empresa pública na esfera do Estado.Numa recomendação divulgada esta quarta-feira e apresentada pelos eleitos da CDU na assembleia que se realizou na passada segunda-feira à noite, aprovada com os votos favoráveis de todas as bancadas, exceto a do PSD, a CIMLT defende que a Companhia das Lezírias “deve continuar a ser património público”.Na missiva, que vai ser enviada aos ministros da Agricultura, das Finanças e da Economia, aos grupos parlamentares e à presidente da Assembleia da República, a assembleia da CIMLT “congratula-se com os resultados alcançados” pela CL e “exorta o Governo a manter a empresa como património exclusivo do Estado Português, rejeitando qualquer tentação de privatização parcial ou total”.O texto lembra que a CL, fundada em 1836 em Samora Correia, no concelho de Benavente, onde mantém a sua sede e “um notável património histórico, cultural e humano”, apresentou nos últimos 15 anos resultados positivos, “num cenário de graves problemas para os sectores em que intervém: agricultura, criação de gado e turismo”.Os eleitos da Assembleia da CIMLT referem ainda “a forte aposta que a CL está a fazer no reforço da produção agrícola, nomeadamente no arroz e montado de sobro, na produção de carne de qualidade, na produção de cavalos de reconhecido valor, na produção de azeite e de vinhos, com vários produtos premiados a nível nacional e internacional”.Por outro lado, salientam as políticas de responsabilidade social e de sustentabilidade ambiental adotadas pela empresa, bem como o apoio à investigação.Já em junho de 2011, mês em que o PSD venceu as eleições legislativas e tendo em conta que Portugal se comprometera com uma série de privatizações devido à crise financeira, o presidente da administração da CL, António de Sousa, considerou que seria uma “pena” a privatização da empresa, uma ideia sempre na “ordem do dia” aquando das mudanças de Governo

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