Política | 19-10-2013 08:47

Pedro Ribeiro não quer politiquice na Câmara de Almeirim

Pedro Ribeiro esteve após a tomada de posse a falar com os vereadores da oposição
O novo presidente da Câmara de Almeirim desejou na sua tomada de posse esta sexta-feira à noite que este mandato seja de tudo, de obras, de apoio de social, de diálogo, “menos de politiquice”. O socialista Pedro Ribeiro pediu ainda para que o avisem quando acharem que alguma coisa não está a correr bem, depois de ter afirmado que os eleitos do PS na autarquia irão fazer o melhor que puderem e souberem. E realçou que “as maiorias absolutas não podem ser poderes absolutos” para de seguida garantir que o novo executivo está disponível para “ouvir todas as propostas”.Pedro Ribeiro mostrou abertura para ouvir os eleitos dos outros partidos e para trabalhar em conjunto com eles, mas avisou que terá alguma dificuldade em aceitar a crítica pela crítica e pediu para que quando a oposição discordar apesente também ideias, alternativas. “Da discussão de ideias podemos fazer um trabalho melhor”, realçou. Perante um salão nobre da câmara cheio e com pessoas fora da sala, o novo presidente salientou que a presença do público nas reuniões do executivo e da assembleia municipal é importante. Destacando que as pessoas podem levantar problemas que muitas vezes não são do conhecimento da câmara. Para o autarca este mandato vai ser difícil. Salientou que nos últimos 20 anos foram feitas muitas obras que melhoraram a qualidade de vida das pessoas, mas agora, numa situação de austeridade, o município tem que se preocupar com essas pessoas, com as questões sociais. “O que mais impressão me faz é ver nos nossos gabinetes pessoas desesperadas sem dinheiro para comer, calçar e vestir. E o que nos martiriza é que não temos condições para conseguir resolver todas as situações”. À tomada de posse da assembleia municipal faltou o presidente da câmara cessante, Sousa Gomes, eleito para este órgão pelo Movimento Zé Gomes, que justificou a falta. O cabeça de lista da Coligação Amar a Terra (PSD/CDS/MPT), Oriol Pena, apresentou a sua renúncia ao mandato antes de tomar posse. A mesa da assembleia vai continuar a ser presidida por José Marouço e os secretários serão também os que já estavam no mandato passado: Carlos Mota e Teresa Filipe. O presidente da assembleia, na sua intervenção, além de fazer votos para que o mandato decorra sem sobressaltos e dentro do espírito do debate de ideias, fez um cumprimento “especial” ao presidente da câmara cessante, Sousa Gomes, dizendo: “reconhecemos-lhe dedicação e entrega nos anos que esteve à frente” do município. Pela bancada do PS, Gustavo Costa, disse que a maioria socialista não terá problemas em ouvir e discutir as propostas que surgirem da oposição “para bem do concelho”, esperando que não existam “questiúnculas”. Pelo PSD, João Lopes faz votos para que o PS governe a câmara de forma eficiente, dizendo ainda esperar que “a oposição não sirva de desculpa”. Pela CDU, António Martins fez votos para que a renovação parcial do executivo socialista da câmara signifique também a renovação das práticas políticas, salientando que a CDI é colaborante mas não permissiva. Pelo MICA, Francisco Maurício disse estar com a sensação de que “já vi esta cena durante os últimos oito anos, espero que esteja enganado”, numa crítica ao PS. E disse ainda que apesar das divergências que tem com Sousa Gomes que entende que este deve ser homenageado pelo PS e pelo seu sucessor na câmara, embora “tenha pouca esperança” que isso aconteça.

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