Política | 28-02-2016 15:33

João Carvalho reaparece em cena com críticas ao vice-presidente da Câmara de VFX

João Carvalho reaparece em cena com críticas ao vice-presidente da Câmara de VFX
POLÍTICA

Vereador e actor diz que o socialista Fernando Paulo Ferreira cresceu no seio da política e esquece-se do mundo real.

A menos de um ano e meio das próximas autárquicas o vereador da Coligação Novo Rumo, João de Carvalho, que não tem comparecido nas reuniões do executivo, veio publicamente na última semana dar sinal de vida criticando o actual vice-presidente do município vilafranquense, Fernando Paulo Ferreira (PS), e lamentando que a cultura no concelho esteja desacompanhada.

O autarca social-democrata, que teve a pasta da cultura a seu cargo durante dois anos no anterior mandato _ saindo em 2011 - garante que apesar de ter estado afastado da autarquia sempre acompanhou o que tem sido feito. E diz que Fernando Paulo vem de uma geração "criada dentro da política e para a política", que às vezes se esquece "do mundo real".

João de Carvalho, recorde-se, tem pedido para ser substituído nas reuniões mas não suspendeu o mandato. "A maior parte desta juventude que está ligada à política, até dentro do PSD, vive muito para o universo político e o que o rodeia, coisas boas e más, e há muita coisa má a rodar à volta da política. Mas esquecem-se que a política se faz com conhecimento de causas. E as causas partem das vivências do dia-a-dia", disse o autarca ao jornal Valor Local.

O autarca diz que a cultura é um dos pelouros que mais tempo consome por obrigar a fazer muita coisa com pouco dinheiro e lança uma suspeita críptica sobre Fernando Paulo: "[Quem está no pelouro da cultura] Tem de ter as portas abertas para quem trabalha consigo, isso é essencial para as coisas acontecerem. Não é preciso os nossos funcionários marcarem reuniões em livrinhos de agenda para poderem falar connosco. Quem precisa bate à porta e fala. Isto faz o relacionamento entre as pessoas. É o que falta na Câmara de Vila Franca e ao Fernando Paulo", remata.

O autarca tem estado afastado desde a morte da esposa, em Abril de 2014. Garante que está a preparar-se para voltar à política e ao cargo de vereador. Isto numa altura em que algumas alas sociais-democratas pedem o nome de Rui Rei para ser o rosto do partido às próximas eleições autárquicas, que acontecem em 2017.

O culpado pela quebra de confiança de 2011

Na mesma entrevista àquele mensário de Azambuja o autarca garante que "cumpriu as suas funções" enquanto vereador da cultura e volta a dizer que as culpas pelo romper do casamento entre PS e a coligação Novo Rumo no anterior mandato não foi apenas culpa dos socialistas, à data liderados por Maria da Luz Rosinha. "As culpas [do que aconteceu] são dos dois lados e essas desavenças eram perfeitamente evitáveis. Foram extemporâneas e fora de tempo", lembrou. Na origem das desavenças, recorde-se, esteve uma entrevista de Rui Rei em Julho de 2011 a O MIRANTE, onde os socialistas não gostaram de ler o autarca a enumerar o trabalho feito enquanto esteve na câmara.

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