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Política | 07-01-2017 00:02
Câmara da Chamusca gastou um milhão de euros e ficou com um prédio degradado
CHAMUSCA
Novela iniciada em 1999 não acabou. A intenção é instalar uma escola de música mas não se sabe quando porque não há dinheiro.

A Câmara da Chamusca chegou a acordo com os herdeiros de Agnelo Cid para a compra por 263.400 euros, do terreno situado nas traseiras de um prédio degradado, dos mesmos proprietários, que tinha optado por adquirir em 2015 pelo valor de 200.000 euros, para deixar de pagar uma renda mensal de dois mil e quinhentos euros fixada judicialmente.


No total a autarquia gastou até agora mais de um milhão de euros com o velho edifício situado na Rua Direita de São Pedro (Troço da Nacional 118 dentro da localidade), que lhe foi cedido em 1999 em regime de comodato para a instalação de pólos de formação e outros serviços que pouco tempo estiveram em funcionamento. Mas a “novela” ainda não terminou porque o edifício continua a degradar-se e não há dinheiro para fazer obras de recuperação e remodelação.


O contrato de comodato foi assinado entre a câmara, na altura gerida pela CDU e Agnelo Cid. Segundo o actual presidente da câmara, Paulo Queimado, a autarquia não pagava renda alguma mas obrigava-se a fazer obras de manutenção no edifício, que incluíam a colocação de um telhado novo, obras que nunca foram feitas. Após o falecimento do proprietário os seus herdeiros recusaram receber o imóvel nas condições em que o mesmo se encontrava e colocaram uma acção em tribunal.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE. AQUI

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