Política | 30-10-2017 18:37

Maioria na Câmara de Santarém começa o mandato desfalcada

Maioria na Câmara de Santarém começa o mandato desfalcada

Dois dos vereadores do PSD recentemente empossados não participaram na primeira reunião do executivo, onde se ficou a saber que o PS rejeitou os pelouros oferecidos pelo presidente.

A maioria PSD que gere a Câmara Municipal de Santarém partiu desfalcada para o novo mandato já que dois dos vereadores eleitos a 1 de Outubro não compareceram na primeira reunião do executivo, tendo sido substituídos por outros membros da lista. Cláudia Coutinho, número quatro da lista ‘laranja’, vai estar ausente até final do ano, tendo pedido a suspensão do mandato. Será substituída durante esse período por Ricardo Rato.

Já o número dois da lista do PSD à câmara, Nuno Serra, que também é deputado à Assembleia da República, esteve ausente da reunião de segunda-feira, 30 de Outubro, por estar a participar nas jornadas parlamentares do seu partido. Foi substituído nessa sessão por Cristina Casanova Martins.

A situação não passou em claro à oposição PS, com o vereador Rui Barreiro a lamentar a necessidade de o PSD ter de proceder à substituição de dois eleitos directos logo na primeira reunião após a tomada de posse. “Esperamos que não continue a acontecer, porque os eleitores pronunciaram-se perante determinada expectativa”, disse o socialista.

Na mesma reunião ficou a saber-se que o PS rejeitou os pelouros que foram oferecidos pelo presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), a uma das vereadoras socialistas, que ficaria a tempo inteiro no executivo. Entre as áreas propostas estavam a acção social, saúde e trânsito, mas o PS achou “excessivo” que o presidente impusesse o destinatário dos pelouros e, além disso, pretendia também lugares na administração das empresas municipais Águas de Santarém e Viver Santarém, o que o PSD recusou.

Sendo assim, o mandato começa com o PSD a ter apenas três elementos a tempo inteiro no executivo camarário, o presidente Ricardo Gonçalves e os vereadores Inês Barroso e Jorge Rodrigues. Ricardo Rato fica a meio tempo, enquanto Nuno Serra, por ser deputado, não pode ter tempo atribuído. Quando regressar, em 2018, a vereadora Cláudia Coutinho deverá assumir funções a tempo inteiro.

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