Política | 19-03-2018 12:04

Albuquerque diz que herdou desordem nas contas e planeamento zero em Ourém

Albuquerque diz que herdou desordem nas contas e planeamento zero em Ourém
Foto O MIRANTE

Actual presidente do município fez um balanço dos primeiros cem dias de mandato e deixou críticas à gestão socialista dos dois últimos mandatos, liderada por Paulo Fonseca.

“Desordem nas contas e processos, planeamento zero e falta de liderança operacional forte”. Estas são as críticas do actual presidente da Câmara de Ourém ao anterior executivo, liderado pelo socialista Paulo Fonseca. Luís Albuquerque (PSD/CDS), que tomou posse a 23 de Outubro de 2017, falou em processos “mal organizados, problemas complicados deixados por resolver e negócios pouco transparentes. Foi a herança que recebemos”, referiu o autarca durante a conferência de imprensa de balanço dos primeiros cem dias de mandato.
O presidente afirmou que o orçamento do município para 2017 – o último do mandato de Paulo Fonseca – foi eleitoralista e empolado em cerca de 6,9 milhões de euros. “Para se atingir a meta de uma taxa de execução superior a 85 por cento careceu de revisão orçamental de cerca de 2,5 milhões de euros, ficando um desvio de aproximadamente 4,4 milhões de euros”, criticou Luís Albuquerque.
A maioria PSD/CDS que gere a Câmara de Ourém acusa o anterior executivo municipal de ter vários processos mal instruídos que foram revogados para serem regularizados. Entre eles estão a primeira fase do Parque de Lazer de Fátima; o acordo com a Infraestruturas de Portugal para requalificar a Estrada Nacional 356, entre o entroncamento de acesso ao nó da A1 e a rotunda sul, em Fátima; concursos para a requalificação do Castelo e dos Paços do Conde; obras de requalificação da EB1 do Cercal e requalificação do cine-teatro municipal. “Estes projectos não tinham parecer da Divisão de Gestão Financeira, o que os tornava nulos, tendo de ser revogados e novamente instruídos”, explicou Luís Albuquerque.
O presidente lamentou ainda que os sistemas informáticos do município estejam “obsoletos”. “Em 2008 a autarquia estava na vanguarda da Modernização Administrativa. Decorrente do grande desinvestimento nos últimos anos foi completamente ultrapassado, sendo agora necessário um grande esforço financeiro para nos tornarmos num município moderno e de referência”, realçou.

Reforçar a marca Ourém/Fátima é prioridade
Do que já fizeram desde que tomaram posse, Luís Albuquerque destaca o regulamento de apoio à natalidade, projecto que vai iniciar-se em 2018 mas o apoio aos casais terá efeitos retroactivos a 1 de Janeiro deste ano; o início do processo de extinção da empresa municipal OurémViva com a internalização imediata de uma parte dos trabalhadores, devidamente negociada; criação da start-up de Ourém em parceria com a NERSANT (Associação Empresarial da Região de Santarém); reestruturação dos serviços em fase final e redução acentuada de prazos de análise de projectos de urbanismo.
Para os próximos três anos de mandato, os vereadores do PSD/CDS pretendem reforçar a marca Ourém/Fátima a nível nacional e internacional, captando um maior número de turistas; modernizar a administração pública com “transparência” e aproximação às juntas de freguesias e munícipes; alargar a rede de cobertura do saneamento; avançar na sustentabilidade ambiental com a instalação de postos de carregamento para viaturas eléctricas; substituição de luminárias para LED nas zonas urbanas e centro histórico; requalificação de várias estradas, avenidas e edifícios do concelho.

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