Política | 04-08-2018 18:08

Orçamento Participativo de Alverca continua com problemas antigos

Orçamento Participativo de Alverca continua com problemas antigos
Problemas do Orçamento Participativo foram também levantados em assembleia de freguesia de Alverca

Alguns moradores queixam-se de terem sido impedidos de votar e outros de falta de critérios no processo.

O processo de votação do Orçamento Participativo (OP) da União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho voltou a dar problemas na edição deste ano, com vários moradores a queixarem-se de dificuldades na votação, falta de aprovação de projectos sem justificação pública e ausência de definição de critérios mais claros de participação. Um conjunto de problemas semelhante ao que já se verificava noutros anos e que continua por resolver.
Os maiores problemas verificaram-se nas votações por mensagem escrita de telemóvel (SMS), com vários moradores da cidade a tentarem votar e a não conseguirem. Há também relatos de quem recebeu três e quatro vezes mensagens escritas a confirmar votações em projectos em que não votou.
A assembleia de freguesia, órgão que tutela o OP, reconheceu os problemas na votação por SMS e emitiu uma nota na sua página oficial nas redes sociais a informar que o processo de votação “deveria estar a decorrer normalmente” mas que, devido a um erro da operadora que trata da votação, esse período acabou por ser alargado.
“A operadora não fez correctamente o processo de votação e não está a ser possível enviar as SMS para as votações. Desde a semana passada que estamos junto da operadora a arranjar uma solução rápida. A assembleia de freguesia lamenta a situação mas estamos a ser o mais céleres possível para resolver este problema”, explica Carlota de Pina, assegurando que já foi contactada outra operadora para disponibilizar uma linha para as votações.
A transparência do OP de Alverca foi questionada também na última sessão da assembleia de freguesia, com alguns moradores a levantarem dúvidas sobre a garantia de igualdade no que diz respeito à apresentação de projectos e ideias para projectos a realizar. A presidente da assembleia explicou que este ano foram apresentadas 21 propostas, num claro aumento da adesão face aos anos anteriores.
“As pessoas não são obrigadas a saber tudo e participam com boa vontade para ajudar a transformar a nossa freguesia num lugar melhor. Algumas destas propostas não foram contempladas porque envolviam zonas privadas ou que pertencem à Câmara de Vila Franca de Xira e nesses casos não é possível intervencionar, não podemos mexer em terrenos alheios nem zonas onde não estamos autorizados”, explicou.

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