Política | 01-09-2018 09:41

Santarém aprova informação prévia para construção de hospital privado

Presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), realçou a importância do projecto para o concelho.

A Câmara de Santarém aprovou sexta-feira, 31 de Agosto, o pedido de informação prévia para construção de um hospital do grupo Luz Saúde num terreno onde durante anos se ergueu o “esqueleto” de um hotel inacabado, mandado demolir em 2013.

O pedido apresentado pelo promotor do investimento, a Fidelidade Property Europe SA, foi aprovado quase dois anos depois de uma primeira apresentação, chumbada em Janeiro de 2017 pelos vereadores da oposição do executivo de então, no qual o PSD não detinha maioria absoluta, ao contrário do que sucede neste mandato.

Na reunião de câmara, a votação do pedido de informação prévia foi antecedida da deliberação sobre o cancelamento do ónus no registo que limitava o tipo de construção no terreno ao turismo e que previa cláusulas penais caso não fosse construída a unidade hoteleira, que motivaram o chumbo anterior.

A deliberação, que contou com os votos contra dos quatro eleitos do PS, foi tomada com base num parecer jurídico que conclui pela legalidade da correcção da “incongruência” entre o que se encontra inscrito no anexo do Plano Director Municipal, admitindo o uso para equipamentos colectivos, entre outros, e a inscrição da letra “T” na Planta de Ordenamento, indicando o uso para fins turísticos.

Por outro lado, o parecer considera não haver lugar às cláusulas penais porque nunca chegou a ser emitido o alvará de licença de construção da unidade hoteleira.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), realçou a importância do projecto para o concelho, onde, além do Hospital Distrital, existe uma outra unidade privada, do grupo CUF, e uma Escola Superior de Saúde, o que potencia a criação de um ‘cluster’ nesta área.

O projecto da Fidelidade, que surge como promitente-comprador ao actual proprietário do terreno, a Ragen, Construção Civil SA, prevê a construção de uma unidade do Grupo Luz Saúde com três pisos e 352 lugares de estacionamento, numa área de 4.276 metros quadrados não classificada como Reserva Ecológica Nacional.

O terreno, com vista para o Tejo e uma área total de 83.520 metros quadrados, manteve durante quase duas décadas o “esqueleto” inacabado de um hotel, alvo de várias polémicas, e contem uma parcela onde se encontra a lixeira que foi selada em 2004 e que deverá reverter para o município.

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