Política | 03-11-2018 14:18

Das 14 vagas para médicos no Hospital de Santarém só seis tiveram candidatos

Das 14 vagas para médicos no Hospital de Santarém só seis tiveram candidatos

Deputada do CDS reuniu com a nova administração hospitalar e manifesta preocupação com a falta de interesse dos especialistas em concorrer para essa unidade de saúde.

Das 14 vagas autorizadas pelo Ministério da Saúde ao Hospital Distrital de Santarém (HDS) para contratação de médicos especialistas, apenas surgiram candidatos para seis desses lugares. A informação foi revelada pela deputada do CDS eleita por Santarém, Patrícia Fonseca, após ter reunido com o novo conselho de administração do HDS.

Para a deputada, esse resultado “revela, infelizmente, a falta de motivação que os médicos têm para integrar a equipa do HDS”, relacionando a situação com as dificuldades financeiras e operacionais que essa unidade de saúde atravessa. “Um dos serviços que tem sido afectado e que tem suscitado preocupação na comunidade é o de cardiologia, mais concretamente a unidade coronária, que chegou a estar encerrada temporariamente uns dias. No entanto, a administração do hospital garantiu que foi uma situação pontual e que está neste momento a reorganizar o serviço de forma a prestar os melhores e mais atempados cuidados de saúde aos utentes”, revela Patrícia Fonseca.

O atraso na conclusão das obras do bloco operatório, devido à recusa de visto ao contrato por parte do Tribunal de Contas, foi outra das preocupações manifestadas. O HDS tem fundos disponíveis negativos e enquanto essa situação não for ultrapassada, com nova injecção de capital por parte do Governo, o impasse tende a manter-se.

O que, para o CDS, “tem como consequência um maior constrangimento dos doentes e dos profissionais, que têm de se deslocar à unidade hospitalar de Torres Novas, com um substancial acréscimo de custos que tem vindo a ser a suportado pelo já deficitário orçamento do HDS”.

A parlamentar diz ainda que o Hospital de Santarém “corre ainda o sério risco de perder o financiamento, que é a 100%, para a actualização da rede informática para desmaterialização do processo clínico, por não ter as verbas necessárias para adiantar os pagamentos, o que é absolutamente inaceitável”.

Face “à situação insustentável em que se encontra o HDS”, a deputada compromete-se a questionar a nova ministra da Saúde no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2019.

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