Saúde | 12-12-2004 11:30

Câmara de Benavente quer questionar Infarmed sobre falhas na farmácia

A Câmara de Benavente solicitou uma reunião com o Instituto da Farmácia para saber o que foi feito para resolver a falta de medicamentos e de um director técnico na única farmácia da vila, situação denunciada em Setembro.Segundo uma nota da autarquia, o presidente da Câmara, António José Ganhão (CDU), quer conhecer os resultados da inspecção feita à farmácia de Benavente pelo Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), bem como saber o que o instituto já fez para concretizar a "solução provisória" prometida há três meses.A situação denunciada em Setembro, quando a Câmara alertou para a falta de um director técnico e a escassez de medicamentos, não teve qualquer melhoria, refere o comunicado.António José Ganhão entende que os munícipes não podem continuar a ser prejudicados e lembra que, dada a frequente ruptura de stocks na farmácia de Benavente, os doentes têm de se deslocar a outros concelhos ou freguesias para adquirirem os seus medicamentos.No final de Setembro, a autarquia denunciou que a única farmácia que existe em Benavente funcionava, desde finais de Agosto, sem director técnico e com falta de medicamentos, situação que levou o presidente da Câmara a pedir a intervenção do Infarmed e a reclamar uma segunda farmácia para a vila.António José Ganhão disse na altura à Lusa ser "inaceitável" a situação em que se encontra a única farmácia da vila, que serve uma população de 8.000 habitantes, fora os utentes do centro de saúde que funciona 24 horas, servindo também concelhos vizinhos, e os doentes do Hospital da Santa Casa da Misericórdia.Na altura, o Instituto da Farmácia e do Medicamento reagiu ao alerta do autarca, assegurando, em comunicado enviado à Lusa, que a assistência farmacêutica à população de Benavente nunca esteve em causa e que a farmácia estava "em pleno funcionamento".O comunicado anunciava a realização, a 31 de Agosto, de uma inspecção, "no âmbito do exercício normal e regular da actividade fiscalizadora do Instituto".O Infarmed assegurava que os stocks da farmácia estavam devidamente aprovisionados, admitindo, contudo, faltas "momentâneas" de "um ou outro" medicamento, alegadamente repostos rapidamente dada a obrigatoriedade de abastecimento das farmácias duas vezes por dia.Apesar dessa garantia, o executivo municipal assegura que os problemas se mantêm.

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