Saúde | 23-03-2006 09:50

Urgência pediátrica centralizada em Abrantes

Pode não ser já amanhã mas as urgências pediátricas dos hospitais de Tomar e Torres Novas vão mesmo encerrar, centralizando-se o serviço em Abrantes.De pouco valerá o abaixo-assinado subscrito por dezenas de pais de Tomar e enviado recentemente ao presidente da câmara, pedindo-lhe que intervenha para impedir o fim da urgência pediátrica na unidade hospitalar da cidade. O encerramento das urgências pediátricas nos hospitais de Tomar e Torres Novas vai ser mesmo uma rea-lidade, se a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo puser em prática as conclusões de um estudo, encomendado em Setembro passado à Universidade de Coimbra.O estudo, que deverá ser apresentado antes da Páscoa, aponta para uma única urgência pediátrica no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Apesar de afirmar que a decisão final ainda não foi tomada, o administrador da ARS, António Branco, diz ser “muito difícil admitir que a médio e longo prazo subsistam as três urgências pediátricas” no CHMT.“É quase impossível”, considera António Branco, indo ao encontro dos piores receios dos pais de Tomar e Torres Novas, já que quando se “unificar” a urgência pediátrica o serviço ficará sediado em Abrantes, onde já está a valência da maternidade.A O MIRANTE o administrador da ARSLVT salienta as recomendações da Comissão Nacional de Saúde Infanto-Juvenil para justificar uma decisão que trará previsivelmente muita polémica, à semelhança do que aconteceu anteriormente com a centralização da maternidade em Abrantes.As recomendações da comissão vão no sentido de haver um serviço de urgência e internamento pediátrico por cada 60 mil crianças e jovens. No Médio Tejo existem actualmente 45 mil habitantes em idade pediátrica. Por isso, diz António Branco, “tecnicamente não há justificação para haver sequer uma, quanto mais três urgências pediátricas”.Qualquer que seja a decisão - e segundo António Branco tudo indica que seja a do encerramento das unidade de Tomar e Torres Novas -, a questão do ambulatório não será posta em causa nas três unidades. Isto é, continuarão a existir outros serviços pediátricos como as consultas externas.

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