Saúde | 09-05-2009 08:19

Utentes exigem médicos de família em vigília na Meia Via

Cerca de 150 pessoas reclamaram ontem à noite a “tomada urgente de medidas de excepção” para resolver o problema da falta de médicos de família, em vigília junto à extensão de Saúde da Meia Via, Torres Novas.Promovida pela Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), que abarca uma sub-região com 15 municípios e 180 mil pessoas, a vigília de hoje “representa um protesto da população que está saturada da falta de médicos de família e farta das desculpas dos responsáveis pela Saúde do Concelho, na região e no País”, disse o porta-voz da iniciativa.Manuel Soares defendeu ontem em Meia Via a criação de “medidas de excepção” para a Saúde, numa freguesia onde “1.500 dos 2.000 habitantes estão sem médico de família” e num Concelho (Torres Novas) onde “entre sete mil a oito mil pessoas, cerca de 20 por cento da população, está sem médico, quer de família, quer de atendimento complementar”.Segundo afirmou, “hoje foi aqui denunciado - e existe prova e testemunhas do que afirmamos - o caso de um utente do Centro de Saúde de Torres Novas que, em desespero de causa, andava a oferecer 40 euros para obter uma senha de ordem mais baixa e que lhe assegurasse ser consultado”. “Atente-se ao desespero da pessoa em causa e ao ponto a que isto chegou”.“É urgente a tomada de medidas de excepção para o sector da Saúde. Este é o bem mais precioso que temos e que os nossos Governantes têm o dever de defender. Não é possível ficar de braços cruzados e aceitar os problemas com resignação, como se fossem dados como adquiridos”.“As soluções de excepção existem, devem ser tidas em linha de conta, não podem servir só para os bancos e para o sector automóvel”, considerou.Segundo disse à agência Lusa o responsável da CUSMT, “a vigília serviu para a população conversar e para reivindicar médico de família para Meia Via mas também para Tramagal (Abrantes) e Montalvo (Constância), onde as populações estão privadas de médico nas respectivas extensões de saúde"."A situação é grave nos Concelhos de Abrantes, Constância e Torres Novas", afirmou Manuel Soares, sublinhando que a ausência de cuidados médicos de proximidade "têm reflexos negativos nas urgências hospitalares".“Vamos continuar a defender o bom senso, a promover vigílias e a promover abaixo-assinados, dentro do respeito pela ordem democrática, e em linha de conta com a vontade das populações, até que sejam encontradas soluções para este grave problema”, concluiu.As próximas “reuniões com populares”, a decorrerem ao longo do presente mês, estão agendadas para Tramagal (Abrantes), Riachos (Torres Novas), Montalvo e Santa Margarida (Constância), a 14, 15, 20 e 21 de Maio, respectivamente.

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