Saúde | 28-01-2010 17:45

Três farmácias da região autorizadas a vender medicamentos pela internet

Já existem três farmácias na região que podem vender medicamentos pela internet. A primeira a ser autorizada a fazê-lo, há um ano, foi a Farmácia Carlos Pereira Lucas, no Entroncamento, e apesar do negócio ainda não ter uma “rentabilidade satisfatória”, está a crescer e revela-se um serviço de futuro, segundo o director técnico do estabelecimento, Pedro Marques. O maior volume de compras no site da farmácia é de cosméticos e suplementos alimentares que podem ser vendidos para todo o mundo. E a Carlos Pereira Lucas já expediu encomendas por exemplo para o Brasil, além de um pouco por todo o território de Portugal.A ainda fraca expressão na aquisição de medicamentos via online pode estar relacionada com a obrigatoriedade de estes só poderem ser disponibilizados pela farmácia no concelho onde está instalada e nos concelhos limítrofes e com a obrigatoriedade do produto ser entregue presencialmente, quer ao balcão quer ao domicílio. Nas entregas em casa normalmente cobra-se uma taxa de deslocação. Mas a principal razão, no entender de Pedro Marques, tem a ver com o facto dos principais clientes das farmácias serem idosos e estes não estarem familiarizados com as novas tecnologias. Mas há algumas pessoas, mais jovens, que já fazem a encomenda online e depois vão ao balcão levantar. As farmácias que obtiveram mais recentemente autorização da autoridade do medicamento (Infarmed) para fazerem vendas online são a Farmácia Almeida, em Pernes, concelho de Santarém, e a Abílio Guerra, no Cartaxo. A directora técnica da Farmácia Almeida, Isabel Pardal, diz que ainda não sentiu os benefícios do serviço, já que ainda não registou qualquer compra online de medicamentos. Mas reconhece que isso se deve ao facto do serviço só estar disponível há muito pouco tempo e também por verificar que as pessoas preferem o contacto directo com farmacêutico ao balcão. “Este é um negócio de futuro e as farmácias têm que se preparar, porque os jovens de hoje que dominam os meios informáticos são os idosos de amanhã que vão ser os principais clientes”, vaticina Pedro Marques.

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