Saúde | 09-12-2017 18:07

Doentes psiquiátricos desprotegidos por falta de estruturas de apoio no Médio Tejo

Doentes psiquiátricos desprotegidos por falta de estruturas de apoio no Médio Tejo
Luísa Delgado é a directora do serviço de psiquiatria do CHMT

Centro hospitalar acompanha doentes mas faltam cuidados continuados para aliviar famílias exaustas. Sem capacidade, muitas vezes, e sem instituições de apoio, já há quem esteja a ficar doente devido à exaustão por cuidar de doentes.

Os serviços hospitalares de psiquiatria no Médio Tejo registam cerca de 550 internamentos e catorze mil consultas anuais, mas tirando o acompanhamento prestado pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) não há qualquer outro de retaguarda. Os doentes são entregues às famílias, que muitas vezes não conseguem lidar com as situações, ou vão para instituições de Lisboa ou de Coimbra, causando, além do desenraizamento, mais complicações aos familiares que em muitos casos já estão exaustos. Chegou a haver um projecto em Torres Novas para acompanhar os doentes psiquiátricos, mas há cinco anos que está para abrir sem perspectivas que seja em breve (ver caixa).


A situação foi abordada nas segundas Jornadas Templárias de Psiquiatria do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que decorreram recentemente em Tomar. A directora do serviço de psiquiatria, Luísa Delgado, psiquiatra, em conversa com O MIRANTE, confessa que “os cuidados continuados em saúde mental continuam aquém”, o que leva a uma sobrecarga das famílias, que não têm capacidade para lidar com as situações, nem formação que devia ser ministrada para tal. Este desgaste provoca também doença nos mais próximos, o que leva a que comece já a ser uma realidade a existência de vários “cuidadores doentes a tratarem os seus familiares doentes”, revela a médica.

Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE AQUI

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