Saúde | 05-11-2018 16:18

Falta de médicos encerra unidade coronária do Hospital de Santarém

Falta de médicos encerra unidade coronária do Hospital de Santarém

A falta de cardiologistas está a obrigar ao encerramento de um serviço que até há pouco tempo era de referência na região.

A falta de médicos cardiologistas em vários períodos está a obrigar ao encerramento em alguns dias da Unidade Coronária do Hospital de Santarém, um serviço que até há pouco tempo era de referência na região. Há alturas em que a unidade não pode funcionar porque não há médico disponível no hospital e os doentes desta unidade têm de ter acompanhamento 24 horas por dia de um clínico da especialidade.

A situação deve-se à saída de médicos, mas sobretudo ao facto de alguns cardiologistas passarem a estar em horário reduzido, por vontade deles, para prestarem serviço em unidades privadas. Todas as vezes que não há especialista na unidade coronária, os doentes são transportados para a unidade de cuidados intermédios nas urgência ou para outros serviços. Esta situação está a criar uma má imagem deste serviço, que era tido como um dos melhores do hospital.

O pior é que na região, num raio de cerca de 70 quilómetros não há outro serviço do género. A unidade foi inaugurada em 2004 pelo então ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, do Governo PSD de Santana Lopes, cerca de quatro meses antes da queda do Governo. O serviço foi financiado em cerca de 80% por fundos europeus.

Os deputados do PSD eleitos por Santarém, Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho, já vieram questionar o governo, através de requerimento na Assembleia da República. Os parlamentares querem saber o que vai ser feito para “garantir a continuidade deste importante serviço que é prestado aos cidadãos” e que “iniciativas irá o governo desenvolver para aumentar a atratividade do hospital na contratação de médicos”.

A dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Helena Jorge, já veio dizer que esta situação tem a ver com a política do Serviço Nacional de Saúde ao longo dos anos. A dirigente sindical realça que se nada for feito vai assistir-se à perda “ de um importante serviço para a população, numa unidade que já era de grande relevância”.

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