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Quatro centenas de alunos da C + S da Chamusca querem uma paragem de autocarro junto à escola.

Edição de 08.04.2016 | Sociedade

As crianças voltaram a falar na falta do cumprimento de horários da Rodoviária, na dificuldade que têm em chegar a horas às aulas, e no facto de terem que suportar, especial mente de inverno, a chuva e o frio.

QUASE TUDO DE ACORDO

O Mirante começou por ouvir o presidente do Conselho Directivo da C+S que mostrou toda a solidariedade com os alunos, uma vez que o Conselho Directivo quer que os jo­vens tenham as melhores condições para renderem o mais possível nas aulas.

Para além disso, a reivindicação dos alunos é mais do que justa, uma vez que são eles que rentabilizam o percurso dos autocarros. Durante

A rodoviária do Tejo transporta, cinco dias por semana, das vários freguesias do concelho para a Chamusca, cerca de quatro centenas de alunos da C+S da Chamusca.
A paragem dos autocarros, onde os alunos descem, fica situada a uma grande distância da escola, e, para além de demora do, o percurso que as crianças têm que fazer todos os dias, a correr, é muito perigoso.
Não bastando esses inconvenientes, todos os alunos da zona sul do concelho chegam à Chamusca em cima do horário do do começo das aulas. Quando os autocarros se atrasam, o que também já 6 habitual, não lhes basta fazer o percurso a correr pois chegam sempre atrasados às aulas, com os inconvenientes que isso traz para eles, para os colegas e para os próprios professores.


O MESMO PROBLEMA TODOS OS ANOS

A questão dos transportes das crianças para a escola é sempre, todos os anos, um dos problemas mais difíceis de resolver pela autarquia e responsáveis pelo ensino. Não admira por isso que o problema da paragem do autocarro junto à C+S apareça sempre, nas reuniões anuais, como um problema secundário, adiado sempre para melhores ocasiões.
A verdade é que as crianças, utentes do serviço, começam a ter cada vez mais consciência de que a Rodo viária não lhes presta um serviço completo e que os inconvenientes e as dificuldades que lhes são postas podiam ser minorados.
Recente mente algumas crianças da escola escreveram à comunicação social a pedirem que o assunto fosse levantado, no sentido de chamar a atenção aos responsáveis.
nove meses os alunos da C+S enchem todos os dias os autocarros da Rodoviária. Numa situação destas era natural que a empresa esquecesse um pouco os seus interesses económicos imediatos e criasse condições para um melhor serviço aos seus utentes.
Aposição da Câmara da Chamusca, que é a responsável pelo transporte dos alunos também é de sensibilização para a reivindicação das crianças. A posição foi-nos manifestada pelo vereador da cultura que, no entanto, face ao problema, considerou haver outros mais prementes para resolver de imediato, como a compra de uma viatura para o transporte de crianças da escola primária na zona sul do concelho. Em relação ao caso concreto das crianças da C+S da Chamusca, o vereador apenas manifestou a sua opinião pessoal, dizendo que a Rodo vi ária terá algumas dificuldades em resolver este assunto. Acrescentou, no entanto, e em no me da Câmara, haver total disponibilidade para falar no assunto no local próprio e na reunião anual que o Conselho Consultivo de Transportes Escolares continua a realizar antes do inicio do ano lectivo.
O Mirante não conseguiu falar com nenhum responsável da administração da Rodoviária do Tejo. Conversamos, no entanto, como engenheiro Tavares, um dos técnicos da empresa que sempre foi adiantando que estes assuntos são para tratar nas reuniões entre a Escola, a Autarquia e a Rodoviária que se costumam realizar todos os anos.
Na sua opinião a empresa está a cumprir a lei e mais não lhe pode ser exigido. A questão dos transportes das crianças é da responsabilidade da autarquia, portanto, tem que ser o município a responder às reivindicações que estão a ser feitas.

COMPENSAÇÕES

Tudo indica que não vai ser fácil às crianças da C+S da Chamusca conseguiram demover os responsáveis para criarem uma paragem de autocarro junto aos portões da escola. A reivindicação parece-nos mais do que justa.
Se o problema não for económico, como é fácil de prever, o único óbice poderá ser a insensibilidade ou o desinteresse dos responsáveis , E, aqui, os homens da Rodoviária do Tejo têm uma palavra muito importante a dar. Quanto mais não seja porque têm a obrigação de compensar, com uma nova paragem dos autocarros, o mau serviço que, ás vezes, prestam aos utentes, pondo na estrada veículos com más condições mecânicas e deficiente qualidade no habitat interior.

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