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Dina Pereira

42 anos, animadora de rádio, Vila Franca de Xira

“Se engravidasse era capaz de fazer um aborto. Tenho 42 anos, vivo sozinha e já tenho um filho com 20 anos. Para mim seria muito difícil educar outra criança nesta altura da vida, porque não lhe podia dar as mesmas condições que já dei ao meu filho”

Edição de 07.01.2004 | Agora falo eu
Nesta época de fim de ano, os portugueses esquecem as dietas?Claro que sim, toda a gente come à vontade e não fazem caso das restrições. Até as crianças têm mais liberdade para abusar nos chocolates sem medo das dores de barriga ou das cáries, até porque o dentista espera… Este ano conteve-se nas prendas por causa da crise financeira que o país atravessa?Este ano não comprei prendas, fui eu mesma que as fiz, alguns trabalhos artesanais, e ofereci, como por exemplo livros de arte sacra e centros de mesa. Apenas gastei dinheiro nos materiais. Decidi oferecer presentes à família e a alguns amigos mais próximos, como é habitual todos os anos. O que acha do indulto concedido à enfermeira Maria do Céu Ribeiro, já a cumprir pena de prisão pela prática ilegal de abortos?Acho muito bem que sejam dados indultos. No caso da enfermeira, eu não sei se é culpada ou não, tem de ser a justiça a decidir. Mas considero que há mulheres que recorrem ao aborto por várias razões. Pessoalmente, acho que, neste mo-mento, se engravidasse era capaz de fazer um aborto. Tenho 42 anos, vivo sou sozinha e já tenho um filho com 20 anos. Para mim seria muito difícil educar outra criança nesta altura da vida, porque não lhe podia dar as mesmas condições que já dei ao meu filho.Tem receio de conduzir nas nossas estradas?Eu deixei de conduzir há muitos anos devido a problemas nervosos. No entanto, tenho mais medo dos outros do que de mim. Acha que o aumento de 10 euros no salário mínimo nacional ajuda os portugueses a fazer face à crise económica?Isto não é aumento que se dê a ninguém. Dez euros chega para fazer quê? Prova-velmente, dá para comprar um litro de leite, um pão, um saco de batatas e pouco mais. Nos outros produtos, talvez consigamos comprar um par de chinelos na feira. É muito difícil que os portugueses venham a ter mais poder de compra em 2004. Ainda há esperança para melhorar o trânsito no centro de Vila Franca?Acho que em Vila Franca já não há outra hipótese para o trânsito. Só não entendo porque é que as pessoas não estacionam no parque do União Desportiva Vilfranquense, aberto recentemente ao público, e continuam a deixar os carros pela estrada fora. Em relação ao ano de 2003, quais os pontos negativos e positivos que elege entre os acontecimentos que se realizaram em Vila Franca?Para o aspecto negativo destaco o encerramento do lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia, quando há muita gente em lista de espera. No entanto, tenho de dar os parabéns à presidente de câmara pela obra de recuperação do Campo do Cevadeiro, que foi um trabalho espectacular e há muito tempo esperado pela população. Na sua vida profissional, fazer rádio é uma paixão, uma simples profissão ou um modo de estar na vida?É tudo isso em conjunto. Faço locução de rádio desde o último trimestre de 1989 e tenciono continuar.O uso de CD no rádio do carro veio reduzir as audiências aos programas de entretenimento da rádio? Penso que sim. As pessoas preferem ouvir o CD do cantor preferido e evitam ouvir rádio, comentam que há muita publicidade e que os locutores falam de mais. No entanto, acho que já passou a fase da palavra. Agora vive-se mais pela boa música e menos conversa, senão é que as pessoas desligam mesmo. Tem algum filme que a faça lembrar o ano que passou?Tenho um filme que nunca mais vou esquecer, mas pela negativa. Os incêndios deste Verão marcaram-me imenso, porque senti na pele o medo de perder algumas coisas.Mandou muitas mensagens SMS de boas festas e próspero ano novo?Não gosto muito de mensagens. Prefiro desejar pessoal-mente, ou telefonar a dar as boas festas. Também não mando postais pelo correio, até porque é algo que tem tendência para acabar. Mesmo assim a mensagem é mais rápida e barata do que o postal.

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