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Um engenheiro agrícola que nunca pegou numa enxada

Edição de 07.01.2004 | Entrevista
O director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém considera-se uma pessoa esforçada que gosta de resolver os problemas. António Campos, desde que assumiu o cargo em Setembro de 2002, diz que chega a trabalhar doze horas diárias e, muitas das vezes, ainda leva trabalho para casa. A exigência das funções obrigaram-no a abdicar de algumas actividades de tempos livres, como a de jogar ténis. António Campos nasceu em Morrumbala, Moçambique, mas tem nacionalidade portuguesa. Casado, com 40 anos de idade, gosta de conviver com a família e sempre que pode gosta de passear com os filhos, levando-os ao jardim zoológico ou a parques temáticos.A sua formação académica, curiosamente, não tem muito a ver com a área da gestão, apesar de ter feito algumas formações nessa vertente. Tirou o bacharelato em Produção Agrícola, na Escola Superior Agrária de Santarém, movido pela tendência da família, já que o pai estava ligado à agricultura. Mas confessa que nunca pegou numa enxada. E que nunca foi aluno de perder muito tempo a estudar, tendo feito o curso com uma média final de 14 valores. Na sua carreira profissional, começou por trabalhar como engenheiro técnico na Direcção Regional de Agricultura da Madeira, entre 1984 e 1987. Entrou depois para a EPAC (Empresa de Abastecimento de Cereais), tendo sido o responsável pelo início da laboração do Silo do Funchal (Madeira). Trabalhou ainda na Silopor - Empresa de Silos Portuários. A sua entrada em cargos mais políticos começou em 1992, tendo sido entre esse ano e 1995 adjunto do Governador Civil de Santarém. A 1 de Junho de 1995, tomou posse como vice-presidente executivo da Nersant (Associação Empresarial da Região de Santarém). Entre 1996 e 2002, exerceu o cargo de director geral da mesma associação. Entrou para director do Centro Distrital de Segurança Social em 23 de Setembro de 2002. Um cargo de nomeação política, que António Campos defende. Segundo diz, estes cargos devem ser exercidos por pessoas que partilham de determinada estratégia e que se identificam com as políticas definidas pelo Governo. Nesse sentido, considera que à primeira vista não há nenhuma vantagem se o cargo for profissionalizado.

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