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“Autarquia e desprezo pelos cidadãos”

Edição de 07.01.2004 | O Mirante dos Leitores
No ano que terminou, decorreram simultaneamente com as obras de remodelação do Largo do Seminário, em Santarém, e em articulação com as mesmas, obras de saneamento básico que se estenderam ao longo da Rua 31 de Janeiro(…). As quais determinaram a remoção parcial do asfalto daquela via e abertura de fosso para colocação de manilhas. Aquela rua, uma das principais entradas da cidade, não apresentava anteriormente o asfalto nas melhores condições. Tinha duas passadeiras para peões razoavelmente sinalizadas, ainda que pouco respeitadas.Porém, após a conclusão das obras, verifica-se que o asfalto da referida via se encontra em diversos pontos muito deformado e repleto de irregularidades, tendo o piso abatido em alguns deles, acentuando declives em plena faixa de rodagem. As duas passadeiras para peões a que aludi, actualmente e em consequência das obras, restam pintadas em apenas uma das faixas de rodagem. Concretamente, em frente ao Convento de S. Francisco, e perto do entroncamento com a Rua Cidade da Covilhã, junto ao Largo do Seminário. Refira-se que a autarquia removeu, ou deixou remover, uma pequena placa central que ali existia, não a substituindo, não repintando a parte restante da passadeira para peões desde o local de tal placa até ao passeio que separa a via, do Largo da Piedade.Entendo que as situações descritas contribuem de forma muito grave para a insegurança do trânsito automóvel e de peões.Entendo também que a Câmara de Santarém deve obrigar o empreiteiro responsável pela obra a reparar as deficiências em causa, quanto antes, pois este lucrou com aquela, devendo no mínimo deixar a via como a tinha encontrado, e não, pior. Ou ser a autarquia, atento o urgente interesse público em causa, a reparar e exigir o reembolso das despesas ao empreiteiro.Assim não sendo, a Câmara, conhecedora da situação que existe há mais de dois meses, continuará a demonstrar uma atitude de desprezo pelos direitos dos cidadãos, que estes devem começar, numa cultura de cidadania exigente, a penalizar.É que os senhores autarcas, não podem lembrar-se de nós cidadãos, apenas na época de eleições, cabendo-nos veementemente mostrar-lhes que esse tempo já passou. Isto é, já passou o tempo do “para quem é, bacalhau basta”, como diz o nosso povo.Rui Presúncia – Santarém

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