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Ministro das Cidades anunciou cinco milhões de euros para reparação de diques

A reparação do dique de Valada, no concelho do Cartaxo, e do dique da Tapada, em Almeirim, são as grandes prioridades do plano de recuperação gradual dos diques do Vale do Tejo que deverá ser iniciado ainda este ano.

Edição de 07.01.2004 | Sociedade
A garantia foi dada pelo ministro das Cidades, Ambiente e Ordenamento do Território, Amílcar Theias, que na terça-feira de manhã se deslocou às duas aldeias ribeirinhas para verificar o estado dos dois diques que protegem as populações da lezíria em época de cheias. “Estamos preocupados com o estado de conservação dos diques e quisemos ver ‘in loco’ qual é a situação”, afirmou o ministro, que não adiantou no entanto um prazo para a concretização dos investimentos.A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo elaborou um relatório onde constam as obras necessárias de limpeza, reparação do revestimento e de portas de água para os 23 diques da região do Vale do Tejo, 11 dos quais se encontram em mau estado. É o caso do dique de São João, em Valada, que já não tinha manutenção há quase uma dezena de anos.Na reabilitação do dique da freguesia de Valada serão investidos 778 mil euros na limpeza, reparação do revestimento e regularização de taludes. A melhoria do dique da Tapada (Almeirim) custará 290 mil euros. A intervenção prevê limpeza de vegetação, regularização dos taludes e reparação das portas de água.A avaliação aponta para um investimento total na ordem dos cinco milhões de euros para limpeza, pavimentação e outras obras de consolidação de 60 quilómetros de diques do Vale do Tejo. Com o arranque do plano, os responsáveis pretendem também retomar o hábito de “conservação anual e continuada” dos diques de protecção de terrenos agrícolas e dos dois diques de protecção às populações nas cheias. Mas o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Afonso Paulo, garante que não existem problemas estruturais nos dois diques mais importantes na defesa das populações (Tapada e Valada). O anúncio do plano de investimentos deixa também mais descansados os autarcas do Cartaxo e Almeirim. O presidente da Câmara Cartaxo, Paulo Caldas, que há cerca de um mês tinha alertado para a falta de manutenção dos diques, considera a vinda do ministro ao concelho como um sinal positivo. “Parece que começamos a ver uma luz ao fundo do túnel. Acreditamos que qualquer problema estrutural que exista vai ser estudado e resolvido”. Onze dos 23 diques da região do Vale do Tejo encontram-se em mau estado. É o caso dos diques da Mala (Golegã), Rebentão (Santarém), Caminho de Meias, Meia Postinha, São João - Valada (Cartaxo), Tapadinha (Azambuja), Grande do Arrepiado, Cabide (Chamusca), Gagos (Alpiarça), Torrinha (Alpiarça-Almeirim) e Courela (Almeirim).Em situação considerada razoável encontram-se os diques de Labruja, Vinte, São João – Azinhaga, El Rei (Golegã), Ómnias (Santarém), Valada (Cartaxo), Pequeno do Arrepiado, Casal Velho, Senhora das Dores (Chamusca), Tapada (Almeirim) e Escaroupim (Salvaterra de Magos). O dique da Junceira (Chamusca – Alpiarça), reabilitado em 2002 após as cheias de 2000/2001, é o único que está em boas condições.
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