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Emergências perigosas

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Bombeiros arriscam a vida para responder ao toque de sirene

Quando toca a sirene os Bombeiros de Samora Correia entram pela avenida em sentido contrário colocando em risco a sua vida e dos outros. Os voluntários reclamam a reposição dos dois sentidos antes que seja tarde.

Edição de 07.01.2004 | Sociedade
O cenário repete-se sempre que a sirene toca no quartel de Samora Correia. Os bombeiros voluntários pegam nos seus carros, ligam os quatro piscas, alguns colocam rotativos de emergência, outros buzinam e seguem numa marcha louca em direcção ao quartel.Para evitar perdas de tempo, “que podem ser fatais para quem precisa do socorro”, os voluntários provenientes da EN 118 arriscam a vida e entram em sentido contrário ao do trânsito na Avenida Egas Moniz, onde se localiza o quartel. O sinal de sentido proibido é ignorado por uma justa causa, mas quem se cruza de frente com um carro particular nem sempre percebe os motivos do condutor. “Eles deviam ter mais cuidado”, diz António Lourenço, um condutor que já foi surpreendido por um carro conduzido a alta velocidade, por um bombeiro.“Se um dia for preciso socorrer alguém da sua família, vai perceber porque é que os bombeiros fazem isto”, argumenta um voluntário. “Quando se ouve a sirene queremos é chegar ao quartel o mais depressa possível. Por um minuto pode perder-se uma vida”, acrescenta. Alguns habitantes da avenida garantem que apesar de nunca ter havido um acidente grave há uma tragédia anunciada e é urgente encontrar uma solução. Moradores e comerciantes defendem a reposição da circulação nos dois sentidos como aconteceu até há cerca de dez anos.Uma ideia reforçada pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia. Miguel Cardia afirma que “não faz sentido manter a actual situação” e alerta para o perigo de acidente grave.“Muitos bombeiros tem de fazer aquele percurso e para não perderem mais dois minutos arriscam. É uma atitude normal numa emergência”, refere. A hipótese de colocação de um semáforo de emergência que accionado a partir do quartel dos bombeiros corte o trânsito no troço entre a Rua Calouste Gulbenkian e a EN 118, deixando o corredor vazio para a circulação dos bombeiros, não é a melhor solução no entender do líder do corpo de bombeiros. “Faz todo o sentido a reposição dos dois sentidos na avenida”, reforça.A direcção da associação e o comando andam há mais de cinco anos a fazer sentir à câmara a necessidade de proceder à alteração e a assembleia de freguesia aprovou por unanimidade, no mandato anterior, uma moção a solicitar urgência no processo. O MIRANTE apurou que o estudo do ordenamento de trânsito na freguesia, que contempla também a Avenida Egas Moniz, está atrasado e não há garantias de uma solução para breve.O presidente da Câmara Municipal de Benavente reconhece o perigo e a urgência de encontrar uma alternativa. “Talvez possamos arranjar uma solução para situações de emergência enquanto não concluímos o estudo”, disse António José Ganhão.
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