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Nó de Alverca continua atado

Nó de Alverca continua atado

Brisa aguarda despacho governamental há dois anos

As obras no nó de Alverca aguardam luz verde do Governo há dois anos. As filas e os acidentes persistem quando a solução só custa 500 mil euros.

Edição de 07.01.2004 | Sociedade
A remodelação do nó de Alverca está há dois anos à espera da luz verde do Governo. A obra, orçada em cerca de 500 mil euros (100 mil contos), é considerada decisiva para evitar acidentes e as filas diárias no acesso à Auto-estrada do Norte (sentido Alverca-Lisboa), a Vialonga, Mafra e Bucelas. Os congestionamentos prejudicam também a circulação na rotunda de acesso à N10, à CREL e à A1 em direcção a Vila Franca de Xira.Segundo apurámos, a Brisa está disposta a avançar com as obras, mas não o pode fazer sem um despacho conjunto dos ministérios das Obras Públicas e das Finanças que assuma a comparticipação financeira do Estado. O Instituto das Estradas de Portugal (IEP) aprovou o projecto e, no primeiro trimestre do ano passado, propôs à tutela que fosse apreciada e despachada a comparticipação solicitada pela Brisa. Cansada de esperar e de ouvir os protestos de autarcas e munícipes, a Câmara de Vila Franca de Xira disponibilizou-se para assumir alguma parte dos custos. Mas o nó continua por desatar e não há perspectivas do avanço da obra.Domingos Monteiro, motorista que faz diariamente o percurso, explica que o acesso à A1 a partir de Alverca e com destino a Lisboa é uma dor de cabeça. “Chego a demorar meia hora para fazer quatrocentos metros”, refere. Lucinda Marta, médica residente em Alverca e a trabalhar num hospital de Lisboa considera “inadmissível” o arrastar da situação. “Há uma solução que me parece ecomómica, não percebo este impasse. Quanto custa ao país os atrasos de centenas de pessoas todos os dias?”, questiona. A Brisa reconhece as dificuldades causadas pelo afunilamento do trânsito entre as duas rotundas. A empresa concessionária da A1 explica que elaborou o projecto de remodelação do nó e chegou mesmo a adjudicar a obra em 2002. O concurso acabou anulado depois do processo se arrastar durante meses nos gabinetes do Ministério das Obras Públicas e sem que fosse alcançado o acordo para a compra dum terreno particular.A construção do “Ramo J”, como é conhecido o projecto, vai alargar a plataforma de acesso à A 1 para quem viaja para Lisboa e vai facilitar os acessos a Vialonga, Bucelas e Mafra. Segundo alguns autarcas, o afunilamento resulta dum erro do projecto original de remodelação do nó que foi construído pela Brisa há 10 anos. A empresa detectou a anomalia e anunciou a intenção de corrigi-la em 2000, desde que o Estado financiasse parte da obra. Segundo a Brisa, o investimento não terá retorno porque não existe pagamento de portagem para quem entra em Alverca e, por outro lado, o contrato de concessão prevê que eventuais obras de melhoria das infra estruturas rodoviárias e a aquisição de terrenos para esse fim sejam suportadas pelo Estado. O MIRANTE apurou que já existe acordo com o proprietário dum terreno imprescindível para o avanço da obra. Há seis meses, a presidente da Junta de Freguesia de Alverca, Serafina Rodrigues (CDU), escreveu ao ministro das Obras Públicas, lembrando que o processo se arrasta há cerca de dois anos e realçando a importância desta obra. Semanas depois, a autarca recebeu um ofício que dava conta de que o problema está a ser analisado pelos ministérios das Obras Públicas e das Finanças. Em Novembro, a Câmara Municipal de Vila Franca transmitiu ao presidente do Instituto das Estradas de Portugal a sua disponibilidade para equacionar qualquer outra forma de envolvimento no financiamento da obra. A autarquia considera que a situação está no limite e o constrangimento existente tem de ser eliminado.
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