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O melhor e o pior de 2003

Santarém

O CNEMA abriu-se às associações desportivas da cidade. Esta empresa de capitais mistos autorizou, finalmente, em 2003, o acesso daqueles clubes ao campo relvado que possui no “Parque das Cegonhas” (Centro Nacional de Exposições).

Edição de 14.01.2004 | Opinião
O melhor de 2003 (parte II)Instituições do ano (por sectores)PROTECÇÃO CIVILApesar da violência dos incêndios e da crueldade dos seus efeitos devastadores, considero que tanto o Governo Civil, como as Autarquias Locais e os respectivos Bombeiros souberam formar uma coluna de doação à comunidade e uma equipa de combate contra a “hidra de fogo” que (no Verão passado) provocou o eclipse (quase total) dos nossos tesouros florestais e cinegéticos.Perante a grandeza das Corporações de Bombeiros que se deram por inteiro às “causas dos outros” (em momentos terríveis), a gratidão, expressa em frases, revelou-se quase insignificante. Sublinho, assim, a lição filantrópica demonstrada pelo Rotary Clube, ao oferecer aos Bombeiros Voluntários de Santarém uma viatura de apoio ao combate a fogos florestais.SOLIDARIEDADEO lema idealista das Misericórdias é pautado por obras corporais e espirituais destinadas a minimizar o sofrimento alheio. Porém, nesta cidade, a Santa Casa foi ainda mais longe: em 2003, cuidou, exemplarmente, do seu legado histórico-cultural e lembrou, de forma adequada, a possibilidade de erigir uma estátua ao primeiro Bispo de Santarém, Dom António Francisco Marques.Nestas circunstâncias, congratulo-me, vivamente, com a reeleição do Provedor Garcia Correia e da sua equipa, em virtude da excelência do trabalho já realizado em prol da solidariedade, neste concelho.EDUCAÇÃOÉ motivo de orgulho para Santarém possuir tantos e tão diversificados estabelecimentos de ensino (do pré-primário ao superior). De entre todos, saliento a Escola Secundária Sá Bandeira (antigo “Liceu Nacional de Santarém”) pela passagem do seu 160º aniversário (celebrado em 2003, com a presença do ministro da tutela).EMPRESASO CNEMA abriu-se às associações desportivas da cidade. Esta empresa de capitais mistos autorizou, finalmente, em 2003, o acesso daqueles clubes ao campo relvado que possui no “Parque das Cegonhas” (Centro Nacional de Exposições). O Instituto Educativo do Ribatejo, empresa privada de ensino e de formação profissional, criou 14 salas e seis laboratórios novos no ano transacto – um investimento de cerca de dois milhões de euros.Entretanto, o número de iniciativas promovidas pelo Núcleo de Santarém do NERSANT faz-me acreditar nos resultados do trabalho em curso e nas mais-valias que este pode induzir junto dos restantes agentes do desenvolvimento local e regional.Finalmente, a minha discordância quanto à solução encontrada para a torre do “W Shopping” (vulgo “paliteiro”) não afasta o apreço pela capacidade de ousar e de agir que o grupo IMOCOM demonstrou em Santarém, apesar de a economia ainda se encontrar em contra ciclo. Como o principal empreendimento deste grupo está situado numa “zona de charneira” do casco urbano antigo da cidade, importa salientar a energia e a inovação traduzidas na resposta do Núcleo de Comerciantes do Centro Histórico aos novos desafios competitivos trazidos pelo “W Shopping”.(fim da segunda parte)Post ScriptumVai um copo?Os municípios da Lezíria preparam-se para criar a empresa “Águas do Ribatejo”. Até aqui, nada de novo. Já existem, no nosso país, várias empresas inter-municipais com o mesmo objecto social: águas e saneamento. A diferença é que as oitenta câmaras entretanto associadas encontram-se em minoria – os privados detêm 51% do respectivo capital.Na futura empresa, “Águas do Ribatejo”, os municípios ficarão com o controlo das deliberações (sobre investimentos e preços) por serem maioritários. Acresce que terão a seu cargo não só a “distribuição em alta” (das captações aos reservatórios), como a “distribuição em baixa” (dos reservatórios aos domicílios – o que, actualmente, não é assegurado pelas empresas já constituídas).O processo, entre nós, poderá decorrer sob o signo da “Federação dos Municípios do Ribatejo”, uma experiência que foi exemplar quanto ao seu nascimento, à vida que levou e à sua própria extinção.As razões do brinde que o título sugere radicam nas seguintes expectativas: a empresa “Águas do Ribatejo” trará vantagens aos munícipes e não implicará quaisquer prejuízos para os trabalhadores envolvidos.Vai um copo da nossa água?Santarém, 2 de Janeirode 2004

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