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Agressões no Amiense-Tramagal

Responsáveis dos dois clubes trocam acusações e Tramagal protestou o jogo

O jogo Amiense-Tramagal ficou marcado por várias agressões entre elementos das duas equipas, cujas direcções trocam agora acusações sobre a responsabilidade da pancadaria que começou no campo e terminou fora das quatro linhas. Os tramagalenses vão protestar o jogo.

Edição de 21.01.2004 | Desporto
O jogo Amiense-Tramagal, realizado do domingo à tarde, em Vila Moreira, a contar para a primeira jornada da segunda volta do Campeonato Distrital da Primeira Divisão, provocou uma guerra aberta entre as direcções dos dois clubes, que trocam acusações quanto à responsabilidade das agressões ocorridas durante e depois do referido encontro de futebol, que a equipa de Amiais venceu por 2-0.Num comunicado enviado aos órgãos de comunicação, o Departamento de Futebol do Tramagal diz que assim que o jogo começou houve adeptos do clube que foram vítimas de agressões por parte de adeptos do Amiense e fala em “invasão de campo” por parte do médico, treinador e adeptos da equipa de Amiais.O mesmo documento dos responsáveis do Tramagal refere que o jogador Jefferson foi provocado, insultado e agredido por adeptos, treinadores e jogadores do Amiense, o que o terá levado a reagir e a agredir Mário Nelson. As agressões ter-se-ão estendido a Tamandaré, jogador que o Tramagal contratou ao Benfica do Ribatejo.“Já o jogo tinha terminado há algum tempo, no túnel da morte, como alguém já cognominou esta passagem para os balneários, assistiu-se a um autêntico clima de terror, tendo por protagonistas as mesmas pessoas, em especial o jogador Mário Nélson, que se revelou, um pouco à imagem das pessoas intervenientes, mal formado, racista e adepto da xenofobia”, relata Nuno Alarico, responsável pelo futebol tramagalense.Alarico acusa o treinador do Amiense, Rui Gaivoto, de o ter agredido quando protegia os seus jogadores, e fala ainda em “passividade” da GNR presente no campo da Charneca, em Vila Moreira, onde o Amiense tem disputado os seus jogos na qualidade de visitado.Baseando-se nestas acusações, e num alegado clima de intimidação exercido sobre o trio de arbitragem chefiado por Filipe Lascas, a direcção do Tramagal, através do Departamento de Futebol, protestou o jogo e promete tudo fazer para que seja instaurado um processo disciplinar.Amiense defende-se e devolve acusaçõesConfrontado com estas acusações, o presidente do Amiense, Joaquim Mário, enviou um documento ao nosso jornal onde apresenta a versão do clube e devolve a responsabilidade dos factos ocorridos em Vila Moreira aos jogadores e dirigentes do Tramagal.Segundo o dirigente da equipa de Amiais, o primeiro a agredir um adversário foi Tamandaré, que deu uma cotovelada na face de Hugo Bexiga, que ficou estatelado no chão, o que levou a equipa médica do Amiense a entrar em campo. “E eis que o Tramagal chama a isto invasão de campo”, diz Joaquim Mário.Nessa altura, segundo afirma o presidente do Amiense, entraram em campo elementos de ambas as equipas, com Mário Nelson e Jefferson a envolverem-se em agressões mútuas e a serem “os dois bem expulsos”. A pancadaria entre os dois jogadores continuou no acesso aos balneários, com os restantes intervenientes a serenarem os ânimos.“O grande absurdo de tudo isto é que, após uma hora do final do jogo, quando não existia nenhum público do Amiense (…) vêm vários jogadores do Tramagal travar-se de razões com Mário Nelson, tendo João Pedro agredido (agora sim) barbaramente Mário Nelson com uma patada no peito, tendo este caído logo redondo no chão”, descreve Joaquim Mário, acrescentando que Leandro, Rui Gaivoto e Lista vieram em socorro do seu colega de equipa.A finalizar, o responsável máximo do Amiense estranha a atitude de Nuno Alarico, que terá estado a falar consigo durante algum tempo sem nunca ter tido um discurso no sentido do conflito ou da falta de ética.Sobre o adepto que foi expulso do campo antes do início da partida, a versão do presidente do Amiense refere que o mesmo indivíduo, no dia em que o campo de Amiais ardeu e em que as duas equipas se defrontaram num jogo a contar para a primeira jornada da prova, terá dito que “não devia arder só o campo, deviam era arder todos”.O caso deverá seguir agora para a alçada disciplinar da Associação de Futebol de Santarém, que terá de recorrer ao relatório do árbitro e da GNR para apurar quem foram os responsáveis pelas agressões.

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