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Bexiga “enganou” Samora

Bexiga “enganou” Samora

Jogador samorense marcou o golo da vitória do Coruchense

O regresso de Bexiga ao Campo da Murteira não podia ser mais feliz. O jovem avançado, formado nas escolas do Samora, fez um golo magistral e deu a vitória ao Coruchense. Foi aos 27 minutos, com um remate seco e colocado sem hipótese para o guarda-redes, Otero.

Edição de 21.01.2004 | Desporto
A equipa de Coruche soube gerir a vantagem e, com um enorme rigor táctico e muita disciplina, tirou partido das fragilidades do adversário e justificou o triunfo. Os samorenses queixaram-se da arbitragem e com alguma razão. João Bento é um árbitro jovem e por isso “muito verde” para um derbie. O juiz não soube conduzir o jogo, contribuiu para o mau espectáculo e influenciou o resultado.Logo nos primeiros minutos, o árbitro e o seu auxiliar, Joaquim Ventura, perdoaram um livre perigoso e a expulsão de Amorim que travou em falta Nuno Jorge, quando este se isolava. Os jogadores do Samora sentiram a injustiça e, ao longo da partida, perceberam que em caso de dúvida o árbitro beneficiou quase sempre os forasteiros.O Samora pagou a factura da apatia dos seus jogadores que estão a atravessar um mau momento e mostraram uma acentuada quebra física e anímica, reconhecida, no final da partida, pelo treinador Rui Santos.Nos primeiros minutos, os locais deram sinais de quererem marcar cedo, mas o fulgor inicial esgotou-se com uma única ocasião de golo desperdiçada por Hélder, ainda no primeiro quarto de hora. Aos poucos, o Coruchense equilibrou o jogo e ainda antes da meia hora, o golo monumental de Bexiga foi uma dádiva dos céus.Os samorenses reagiram de imediato, mas revelaram uma enorme dificuldade em fazer a ligação entre a defesa e o ataque. Os passes saíram mal e as recuperações de bola quase não existiram.Na segunda parte, a entrada de Sérgio Santos (um dos melhores jogadores do Samora) deu frutos, mas o avançado não esteve inspirado. Depois de um remate às malhas laterais chegou atrasado para finalizar um lance ao segundo poste.Sem um meio campo forte, os samorenses não conseguiram remar contra a corrente do jogo e foi o Coruchense que geriu a seu belo prazer, criando inclusive oportunidades para matar a partida. Oliveira e Bruno Ribeiro obrigaram os defesas e o guarda-redes a um esforço suplementar, mas o marcador não voltou a funcionar.A vitória do Coruchense foi feliz mas aceita-se. O Samora foi castigado pela falta de atitude competitiva e determinação. O trio de arbitragem teve uma dualidade de critérios evidente que prejudicou os locais.O jogo terminou da pior maneira com jogadores das duas equipas a envolverem-se numa troca de “mimos” com alguns empurrões à mistura. Os atletas mais experientes e os dirigentes dos dois clubes conseguiram colocar água na fervura e evitar mais complicações perante a passividade do trio de arbitragem.Coruchense tem mais samorenses que SamoraO Coruchense apresentou em Samora Correia quatro jogadores samorenses enquanto os locais não tinham no onze inicial qualquer atleta da terra. Vítor Padinha, Bexiga, Franklim e Paulino (que ficou no banco) já festejaram muitos golos com a camisola do Samora, mas agora representam o Coruchense.Com um orçamento apertado o Samora não pode acompanhar os prémios pagos pelo Coruchense e pelos outros clubes da região e por isso recorreu ao mercado da Grande Lisboa onde recrutou um conjunto de jovens promessas com talento, mas pouco maduros para um campeonato distrital.Para inverter esta situação, o Desportivo de Samora está a apostar na formação e hoje tem uma das melhores equipas de juniores que certamente dará frutos nas próximas duas épocas.Treinador do Samoraresponsabilizou a arbitragem“Quem não sabe apitar fica em casa”Rui Santos, treinador do Samora, reconheceu que a sua equipa fez um mau jogo, mas culpou a arbitragem pelo péssimo espectáculo. “Foi um roubo. Isto não é maneira de apitar. Quem não sabe, fica em casa porque isto é andar a gozar com toda a gente”, disse.“Os meus jogadores estão desesperados porque é difícil lidar com estas situações. Este garoto veio para aqui gozar com esta gente toda”, acrescentou Rui Santos. Sobre a falta de atitude de alguns jogadores, o treinador frisou a necessidade de recuperar os índices de confiança já evidenciados. O treinador do Coruchense, Mário Lázaro, não aceitou os argumentos do adversário. O técnico disse que a vitória foi justa porque o Coruchense foi sempre superior. “Fizemos um golo de bandeira com um remate espectacular do Bexiga, um jovem de Samora que merece este prémio”, disse.O técnico ficou muito satisfeito com a entrega dos seus jogadores. “Estivemos enormes, estivemos fortes, com grande rigor e saiu tudo bem. Podíamos ter dilatado o marcador, mas não conseguimos”, disse. Sobre os incidentes no final da partida, o treinador desvalorizou-os e acusou um jogador adversário por ter provocado a situação. “Houve um jogador que provocou esta situação, mas não deu em nada”, rematou.
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