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Nilton decisivo mais uma vez

Nilton decisivo mais uma vez

Campeonato Distrital da Primeira Divisão - Monsanto venceu 2-0 em Tomar

O Monsanto foi vencer a Tomar, mas o futebol praticado pela sua equipa foi muito pobre. Valeu-lhe ter no seu plantel um avançado que dá pelo nome de Nilton, que embora tenha estado numa tarde algo apagada, acabou por resolver o problema em dois lances onde demonstrou todos os seus dotes de goleador.

Edição de 21.01.2004 | Desporto
A jogar perante um dos mais fortes candidatos ao título, o União de Tomar não se atemorizou e entrou melhor na partida. Vítor Romero mostrou conhecer bem a forma de jogar da equipa do Monsanto e reforçou o meio campo de forma a evitar os contra-ataques adversários. E logo aos cinco minutos, Diogo esteve perto de marcar. À entrada da área, o jovem jogador nabantino passou pelo central Filipe e, de primeira, arrancou um forte remate, a que Pinto correspondeu com uma espectacular defesa. A bola ainda embateu na barra, mas saiu para canto.Até à meia hora o jogo teve praticamente um sentido único, a área do Monsanto. Muito apáticos, os comandados de Arsénio Fazenda foram dando ligeiro domínio aos tomarenses, e os poucos contra-ataques que foram conseguindo eram rapidamente anulados pela defensiva do Tomar, porque os avançados Nilton e Hugo Afonso também não eram bem solicitados e estiveram pouco inspirados.O espectáculo não era agradável para o muito público que se encontrava presente no estádio. Mas o União de Tomar jogava descontraído e assim continuava a ser a equipa mais perigosa, e quando iam decorridos 40 minutos de jogo, Meszaros teve nos pés a oportunidade de inaugurar o marcador, mas isolado, não conseguiu bater Pinto. O empate que se registava ao intervalo era lisonjeiro para o Monsanto. O União de Tomar foi ligeiramente superior e merecia ter saído na frente do marcador. A segunda parte foi ainda pior do que a primeira. Os tomarenses perderam gás e o Monsanto continuou apenas à espera de algum erro do seu adversário. Por isso cedo se viu que apenas algum lance de inspiração de algum dos jogadores em campo, poderia resolver a partida. Foi assim que, aos 50 minutos, aproveitando bem a desconcentração da defensiva do União de Tomar, o possante atacante Nilton marcou o primeiro golo do jogo. Na saída para o ataque da equipa tomarense, Gonçalo Graça roubou a bola a Hélder, colocou-a nos pés de Nilton que, à entrada da área, conseguiu desenvencilhar-se de vários adversários e com um pontapé forte colocou a bola no fundo das redes da baliza defendida por Ricardo.Em vantagem, o Monsanto passou a jogar ainda mais lento, numa toada de controlo do jogo e do adversário que, diga-se, caiu a pique e nunca mais deu qualquer trabalho ao guarda-redes Pinto. Aos 65 minutos, Nilton resolveu de vez o problema. Após uma jogada de Pedro Fazenda pela esquerda, o jogador do Monsanto passou por Quim, centrou para o interior da área, onde Nilton apareceu a rematar de primeira, a bola foi embater no poste e ressaltou para perto da marca de grande penalidade, onde Nilton, mais rápido que os defesas do Tomar fez a recarga para o fundo da baliza e estabeleceu o resultado final. A equipa de arbitragem, um conjunto da velha guarda, comandado por Sílvio Rosa, esteve ao nível do jogo, não complicou e pode dizer-se que acabou por ter uma exibição normal.Em casa, o União de Tomar não é um adversário fácilNo final do jogo, o treinador do Monsanto, Arsénio Fazenda, estava satisfeito com o resultado, mas algo agastado com a exibição da sua equipa. “Na primeira parte jogámos muito mal, embora tivéssemos criado algumas oportunidades de golo”. Mas Fazenda tem uma explicação para a primeira parte menos conseguida. “O União de Tomar, a jogar em casa, não é um adversário fácil, esta foi a segunda derrota sofrida no Municipal, e na primeira parte conseguiu ter mais tempo a bola em seu poder e assim dificultar o nosso trabalho. Os meus jogadores, não sei porquê, não jogaram como eu queria e quando têm capacidade para o fazer. Na segunda parte, a espaços conseguimos fazer algumas das coisas que sabemos e marcámos dois golos, que nos deram uma vitória justa”, afirmou Arsénio Fazenda.Foi mais um passo em direcção ao título e o treinador do Monsanto, garantiu que tem alimentado essa chama porque gosta de criar expectativas. “A equipa dá-me garantias de eu poder assumir a luta pelo primeiro lugar, mas daí até subirmos vão muitos passos, que eu garanto que vão ser dados com toda a segurança, e se no fim efectivamente ascender-mos à terceira divisão nacional ficarei muito feliz”.O treinador do União de Tomar, Vítor Romero, estava conformado no final do jogo. “Tenho consciência das nossas limitações, que são sempre mais visíveis frente a equipas como o Monsanto, que não é do nosso campeonato”. Mas o técnico tomarense destacou a boa primeira parte da sua equipa, “que podia ter chegado ao fim connosco à frente do marcador”.Na opinião do técnico do União de Tomar, apesar de não ter ficado satisfeito com a derrota, garante que ela não vai afectar psicologicamente a equipa. “Temos que continuar a lutar pela permanência e é preciso que as pessoas de Tomar ajudem mais o União, porque atravessa um momento muito difícil, e só com a ajuda de todos é que vamos conseguir manter a equipa a competir entre os melhores do distrito de Santarém”, finalizou Vítor Romero.
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