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Ramalho desequilibrou

Ramalho desequilibrou

Segunda parte de bom nível deu vitória ao Rio Maior

Ramalho, autor dos dois golos do Rio Maior sobre o Fazendense, foi decisivo para a vitória dos riomaiorenses, que assim subiram ao quinto lugar da classificação. A equipa das Fazendas sofreu a primeira derrota da “era” Jorge Moreira, mas manteve o décimo lugar.

Edição de 21.01.2004 | Desporto
Os primeiros minutos da segunda parte do jogo foram decisivos para o Rio Maior vencer, no domingo, o Fazendense por 2-0. Após uma primeira parte monótona e com apenas uma oportunidade de golo flagrante para a equipa da casa, com a barra a devolver um cabeceamento quase perfeito de Sérgio Mendes, o Rio Maior reentrou melhor no jogo e resolveu o desafio nos primeiros 15 minutos do segundo tempo.A entrada de Amadeu, ao intervalo, foi decisiva para a melhoria do jogo do Rio Maior, uma vez que o extremo esquerdo, ainda a recuperar de uma lesão, deu maior vivacidade e objectividade ao ataque da sua equipa, trocando frequentemente de posição com Ramalho, e confundindo dessa forma a defesa adversária, que passou a ter maiores dificuldades para se organizar nas marcações.No entanto, o homem do jogo acabou por ser Ramalho, autor dos dois golos e de mais uma mão cheia de boas jogadas. O primeiro tento surgiu aos sete minutos da segunda parte, no primeiro falhanço da defesa do Fazendense. Sérgio Mendes, encostado à lateral direita, mesmo em frente ao banco da sua equipa, cruzou para a entrada da pequena área onde Ramalho, livre de marcação, cabeceou para o fundo da baliza de Pratas, que também demorou a sair de entre os postes e não conseguiu evitar o golo.O Fazendense tentou reagir mas a equipa não estava num dia particularmente inspirado e, sete minutos depois, Ramalho fez o 2-0. O camisola sete do Rio Maior entrou em velocidade pela esquerda, passou por dois defesas, e à saída de Pratas, fez um belo chapéu. O guarda-redes do Fazendense ainda tocou na bola mas não o suficiente para a desviar da sua trajectória, que passou junto ao poste e anichou-se no fundo das redes.A perder por 2-0, Jorge Moreira, que já tinha feito entrar Licá, colocou em campo Valbom e Marco Neves, abrindo a sua frente de ataque, mas a produção ofensiva não melhorou muito e só nos minutos finais a equipa das Fazendas voltou a importunar Rogério, mas o guardião dos riomaiorenses resolveu sempre os problemas criados pelos avançados contrários.Vargas, habitualmente um dos melhores jogadores do Fazendense, desta vez não conseguiu desequilibrar nos lances de um contra um e a dupla Rui Lopes e Rebita nunca demonstrou grande entendimento. Rebita, agora a jogar a avançado, ainda dispôs de uma oportunidade flagrante à meia hora de jogo, mas Gabriel, um ex-jogador do Fazendense que é agora um pilar fundamental da defesa do Rio Maior, tirou-lhe o pão da boca. O defesa central da equipa da casa foi mesmo um dos melhores jogadores em campo.A vitória do Rio Maior foi inteiramente justa, sobretudo pelo futebol desenvolvido no segundo tempo. Além de Ramalho e Amadeu, Sérgio Mendes e Abel foram outros jogadores em evidência, numa partida em que o árbitro Rui Cabral, que veio dos Açores, realizou uma exibição regular, apenas prejudicada por algumas decisões erradas dos auxiliares.
Ramalho desequilibrou

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