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Associação comercial espera para ver

Instalação de novas superfícies comerciais em Torres Novas não passa de hipótese

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Torres Novas, Entroncamento, Alcanena e Golegã (ACIS) não expressa a sua opinião sobre a instalação de novas grandes superfícies no concelho de Torres Novas antes de ouvir os empresários associados, disse a O MIRANTE o presidente da associação, António Pinhão Nunes.

Edição de 21.01.2004 | Economia
De concreto ninguém sabe ao certo que cadeias de supermercados pretendem instalar-se em Torres Novas. À câmara municipal chegou um pedido para a construção de uma plataforma logística na zona industrial, para além da loja Mestre Maco que fará parte da área comercial a construir nos terrenos da antiga Cooperativa dos Produtores de Figo, na Ponte Nova. “Obtivemos também a informação de que será construída uma loja da Plus, no Babalhau, junto aos terrenos da Casa Nery, mas de concreto não sabemos mais nada”, acrescentou António Nunes.Para o comércio tradicional a vinda destes espaços comerciais agravará a concorrência, no entanto, no entender dos dirigentes da Acis, eles não são a única causa da crise no sector: “É evidente que as grandes superfícies são concorrentes do comércio local, mas é preciso encontrar formas de atenuar essa concorrência”. Essas formas dependem em grande parte de uma nova atitude exigível aos empresários e de apoios da própria autarquia para criar lugares de estacionamento e de dinamização das áreas comerciais. O programa Procom foi aproveitado por vários empresários torrejanos que se candidataram para modernização e requalificação de muitos dos estabelecimentos comerciais do centro histórico, mas é necessário maior dinamismo.“Que tenha chegado ao nosso conhecimento nenhum dos empresários que se candidatou ao Procom deu por mal empregue o dinheiro gasto, mas se não se mudarem as atitudes os problemas vão ser mais difíceis de ultrapassar”, continuou António Nunes.O aparecimento de novas áreas comerciais é mais uma pedra nesta engrenagem. “Trazem novos problemas, mas a Acis só se pronuncia depois de ouvidos os associados em assembleia geral. De qualquer forma, o nosso parecer não é vinculativo. É apenas um parecer”.A câmara municipal não rejeita, à partida, qualquer pedido e não tem qualquer preconceito com a instalação de novas grandes superfícies: “Os pedidos são analisados caso a caso, mas não temos qualquer posição de rejeição”, disse Pedro Lobo Antunes (PS), vereador responsável pelo Departamento de Administração Urbanística.Acrescentou entretanto que aos serviços camarários não chegou nenhum pedido formal para a instalação de uma mega-superfície na freguesia da Meia Via, no limite com o concelho do Entroncamento: ”Fala-se nisso mas não temos nenhum documento a oficializar o pedido”, esclareceu o mesmo vereador.A construção de uma área comercial de grandes dimensões começou a ser falada no final do Verão. Na altura colocava-se a hipótese de poder ficar junto ao E. Leclerc, no concelho do Entroncamento. Possibilidade que o presidente da câmara local refutou: “Não temos terrenos que permitam a construção de um supermercado desse tipo”, garantiu Jaime Ramos.Do lado de Torres Novas poderá haver mais hipóteses, embora não exista nada de concreto. Entretanto, fonte fidedigna garantiu a O MIRANTE que na Junta de Freguesia da Meia Via já houve pessoas que tentaram inscrever-se para trabalhar na “futura” mega-superfície.De referir também que o projecto não é estranho para alguns dos proprietários dos terrenos onde eventualmente o grande hipermercado pudesse nascer: “Não fomos contactados, mas sabemos que pessoas ligadas ao projecto andam a sondar a possibilidade de adquirir terrenos nessa zona”, afirmou um dos eventuais interessados no negócio que preferiu ficar no anonimato.

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