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Sindicatos de vários sectores unidos contra política do Governo

Edição de 21.01.2004 | Economia
Nove sindicatos de vários sectores juntaram, na terça-feira, pela primeira vez a voz contra a política governamental para a Administração Pública, que consideram ser a pior desde o 25 de Abril, em apoio à greve nacional de sexta-feira.“[Estas estruturas] juntam-se pela primeira vez porque esta é a maior ofensiva do Governo contra a Administração Pública”, afirmou o coordenador do Sindicato da Função Pública do Norte, Miguel Vital, em conferência de imprensa no Porto.Para o dirigente, “há mais do que razões para o profundo descontentamento” dos trabalhadores do sector público, que se sentem “injustiçados e ofendidos” com “o pior Governo para a Administração Pública desde o 25 de Abril”.Além deste sindicato, marcaram presença na conferência de imprensa a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e os sindicatos das Ciências e Tecnologias da Saúde, dos Enfermeiros Portugueses, dos Funcionários Judiciais, dos Médicos do Norte, dos Professores do Norte, dos Trabalhadores da Administração Local e dos Impostos.De acordo com Miguel Vital, com o objectivo de “criar o pano de fundo” para a reforma da Administração Pública, o Governo está apostado em “desvalorizar e menosprezar” o sector, “atacando a dignidade dos funcionários públicos como se fossem empecilhos”, desde que tomou posse.Isto “com base em premissas falsas, nunca provadas, como a falta de produtividade”, e com o objectivo final de “privatizar os sectores rentáveis e precarizar as relações laborais”, acrescentou.Entre as principais críticas dos sindicatos está a contenção ou congelamento de salários imposto na Administração Pública, pelo segundo ano consecutivo.Também o caso dos hospitais-empresas é considerado “simplesmente escandaloso”, com os sindicatos a assegurarem que estes “estão a ter resultados bem mais negativos” do que o anunciado e “muito custosos para o sector público administrativo”.

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