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Marvila sem navegar

Junta de freguesia mais populosa de Santarém sem acesso à Internet há quase dois meses

Há cerca de dois meses que o acesso à Internet da Junta de Freguesia de Marvila, em Santarém, não funciona. Em Alcanede, situação idêntica durou cerca de duas semanas, até à passada segunda-feira.

Edição de 21.01.2004 | Sociedade
Na Junta de Freguesia de Marvila não se “navega” no computador há quase dois meses. O acesso à internet, garantido por um protocolo com a Associação de Municípios da Lezíria do Tejo (AMLT), não funciona. Ninguém sabe explicar muito bem porquê, embora já se tenham registado situações similares por falta de pagamento à Telepac. Para o presidente da Junta de Marvila, Mário Santos (PSD), a situação começa a ser insustentável, pois tem um computador, impressora e scanner na sede da junta de freguesia sem qualquer actividade. “Tenho de enviar um ofício à AMLT, porque seja por que razão for, não temos acesso há mês e meio sem qualquer justificação”, referiu a O MIRANTE.Em Alcanede viveu-se uma situação semelhante durante cerca de duas semanas, segundo nos confirmou o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Vieira (PSD): “Em Novembro já tivemos alguns problemas técnicos mas agora nem há novidades há duas semanas consecutivas”. A normalidade seria reposta na segunda-feira.Em freguesias como Arneiro das Milhariças, Pernes e Amiais de Baixo, já se registaram situações pontuais de cortes no acesso à internet mas agora tudo funciona pelo melhor. Em Amiais de Baixo há mesmo três computadores bastante solicitados pelos jovens das escolas locais.Da parte da AMLT, o responsável pelo projecto Ribatejo Digital, Miguel Carrilho afirmou-nos, segunda-feira, não ter tido conhecimento de qualquer situação anómala na Junta de Marvila e que nada lhe foi comunicado oficialmente. Miguel Carrilho reconheceu que já houve alguns problemas técnicos da parte da Telepac, o fornecedor de serviços de internet, que afectaram os acessos à “rede” num ou noutro caso pontual. “Mas considero-o normal quando se trata de 28 freguesias”, considerou.Sobre se os problemas também têm algo a ver com atrasos nos pagamentos àquela operadora, o responsável do Ribatejo Digital admitiu que também se registaram alguns atrasos pontuais com todas as autarquias aderentes ao projecto, apelidando-os de “questões contabilísticas”. Recorde-se que a AMLT é responsável por uma rede de espaços de internet em Santarém, que dispõe de um monitor para auxiliar os interessados nas juntas da cidade, bem como outros quatro para Amiais de Baixo, Alcanede, Pernes e Vale de Santarém.O vereador da Câmara de Santarém, Joaquim Neto, reconheceu que no final do ano passado se registaram alguns problemas técnicos nas juntas de freguesia com mais de um terminal de acesso à internet, casos de Pernes, Amiais de Baixo, Alcanede e Vale de Santarém. “Mas desconheço a situação em Marvila”, acrescentou. Nesse sentido, indicou que um técnico da autarquia se iria inteirar do problema ainda durante a semana. Joaquim Neto disse ainda desconhecer se os “cortes” em Alcanede e Marvila se poderão dever a atrasos nos pagamentos à Telepac.

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