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Um susto com cheiro a gás

Um susto com cheiro a gás

Bombeiros admitem que nuvens baixas e forte nevoeiro estiveram na origem da situação

Um intenso cheiro a gás invadiu na sexta-feira o recinto da Escola Secundária Artur Gonçalves, em Torres Novas. O edifício foi evacuado e 13 alunos e uma funcionária tiveram de receber tratamento hospitalar.

Edição de 21.01.2004 | Sociedade
Na sexta-feira, 16 de Janeiro, um forte cheiro a gás invadiu a cidade de Torres Novas. O cheiro foi mais sentido na zona alta, particularmente na Escola Secundária Artur Gonçalves, com alguns jovens a terem de recorrer ao hospital da cidade. Náuseas e tonturas, dor de cabeça e olhos a arder foram os sintomas que alguns dos alunos apresentavam.Às 08h30 da manhã Fátima Hortêncio estava a dar aulas quando começou a sentir um cheiro intenso no ar. “Parecia gasóleo”, referiu a professora de Inglês adiantando que quando começou a sentir a cabeça tonta optou por interromper a aula e vir cá para fora. Mas era exactamente no recinto exterior às salas de aulas que o cheiro se notava com maior intensidade. Foi por isso que Angelina Mendes de Almeida, presidente da comissão executiva do estabelecimento de ensino, decidiu chamar os bombeiros e evacuar as salas de aulas, com estudantes, professores e pessoal não docente a concentrarem-se no campo de jogos. “Procedemos exactamente do mesmo modo do que em situações de simulacro, só que desta vez foi a sério”.O cheiro começou no entanto a fazer as primeiras vítimas, com alguns alunos a terem de ser conduzidos pelos bombeiros ao Hospital Rainha Santa Isabel, situado a umas centenas de metros do local. Vanessa Samouco foi uma delas. A estudante do sétimo ano referiu ao nosso jornal ter-se sentido “tonta” e com muita comichão nos olhos.Além da dor de cabeça, Carolina Rodrigues, aluna do 10º ano, sentiu ainda os olhos “muito pesados” e uma forte dor de estômago. E mesmo depois de ter levado oxigénio durante dez minutos, a jovem continuava a tremer. “Talvez seja dos nervos”, dizia.Os médicos de serviço afirmaram também a O MIRANTE que a situação dos jovens não era nada de preocupante e alguns deles nem mesmo oxigénio chegaram a levar. Contas feitas, 13 alunos e uma funcionária do refeitório tiveram que receber assistência hospitalar por causa do cheiro a gás. Nevoeiro e fumo industrialAfinal, a fuga de gás que todos pensavam existir não passou de um falso alarme. Assim que chegaram ao local, os bombeiros fecharam de imediato todos os circuitos de gás existentes na escola e fizeram várias medições ao ar, não encontrando nenhum valor anormal.Até à hora de fecho desta edição não havia qualquer dado concreto sobre o que se passou mas apenas uma forte suspeita de que o cheiro tenha sido resultado de “condições atmosféricas pouco habituais”.De acordo com o bombeiro Gabriel Neves, as nuvens muito baixas e o intenso nevoeiro terão sido responsáveis pelo acontecido. “O tecto, como nós dizemos, estava muito baixo, fazendo com que o resultado das combustões provenientes das fábricas da zona industrial não conseguissem subir, propagando-se na horizontal”, referiu o bombeiro torrejano, acrescentando que “o vento levou o fumo para o lado da escola”.Uma situação pontual, que causou um grande susto na Escola Secundária Artur Gonçalves. Como alguém dizia no local, é a desvantagem de se estudar numa cidade com cada vez mais indústria...Margarida Cabeleira
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