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Fehér morreu em campo

Fehér morreu em campo

O futebolista internacional húngaro Miklos Fehér, que se encontrava ao serviço do Benfica, faleceu tragicamente, no domingo, dia 25, perto do final do jogo que a sua equipa disputava no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Com apenas 24 anos, o avançado deixa incompleta uma carreira que muito prometia e fica intimamente ligada ao futebol português, onde chegou com 19 anos.

Edição de 28.01.2004 | Desporto
A tragédia aconteceu ao minuto 93, dois minutos após o Benfica ter feito o seu único golo no jogo, marcado por Fernando Aguiar, a passe de… Fehér. Segundos depois de ter sido admoestado por Olegário Bemquerença com um cartão amarelo por levantar o braço para impedir um lançamento do Vitória de Guimarães e de ter sorrido com fair-play para o árbitro, como que a concordar com a sanção, Miklos Fehér dobrou-se sobre si próprio e, de repente, caiu inanimado no relvadoDe imediato, os jogadores das duas equipas levaram as mãos à cabeça, antevendo o que se estava a passar e solicitando a intervenção das equipas médicas que chegaram ao local poucos segundos depois, tentando, durante perto de um quarto-de-hora, reanimar o atleta no relvado e rumando depois para as urgências do Hospital de Guimarães, onde veio a falecer pelas 23h10.Nascido a 20 de Julho de 1979, na cidade húngara de Gyor, Miklos Fehér iniciou a sua carreira no Gyori Eto, ao serviço do qual cumpriu três temporadas como sénior, apontando um total de 23 golos, em 62 encontros no campeonato húngaro. Tinha apenas 18 anos quando foi descoberto pelo FC Porto, clube em que ingressou em 1998/99: “tapado” pelo brasileiro Mário Jardel, Fehér jogou apenas cinco vezes no campeonato e não marcou qualquer golo, sagrando-se, ainda assim, campeão nacional.Na época seguinte, continuou nas Antas, mas, a meio da temporada, acabou por ser emprestado ao Salgueiros, onde pôde, finalmente, mostrar o seu valor. Conseguiu cinco golos, em 14 jogos, ajudando o clube a manter-se entre os “grandes”.O futuro voltou a não passar, no entanto, pelo FC Porto em 2000/2001: voltou a ser emprestado, desta vez ao Sporting de Braga, onde cumpriu a sua melhor época em solo luso: foi um dos melhores marcadores do campeonato, com 14 tentos, em 26 jogos.Miklos Fehér mantinha agora um conflito aberto com o FC Porto, por não querer abdicar do empresário José Veiga, e, em 2000/2001, teve um ano para esquecer: apenas actuou na equipa “B” dos “dragões”, à espera de terminar o contrato e tornar-se um jogador livre.Em 2002/2003, já livre do compromisso com a formação “azul e branca”, rumou ao Benfica: marcou quatro golos a época passada e esta época somava três, em 13 encontros da Superliga... o último em Guimarães, onde ofereceu o golo de uma vitória muito amarga.A morte do jogador, que foi acompanhada em directo pela televisão, deixou consternado o mundo do futebol. O seu corpo ficou segunda e terça-feira em câmara ardente no salão nobre do Estádio da Luz, por onde passaram milhares de pessoas, desde o simples adepto de todos os clubes portugueses, até aos mais altos dirigentes e jogadores dos clubes rivais, para lhe prestarem a última homenagem.O funeral de Miklos Fehér estava previsto para esta quarta-feira, na sua terra natal, Gyor, na Hungria, e foi acompanhado desde Portugal, pelos dirigentes e jogadores do Benfica, que se deslocaram até àquela cidade húngara, em avião fretado pelo clube da Luz. Numa homenagem bem sentida, o Benfica decidiu também retirar a camisola número 29, que o jogador envergava na altura da sua morte, da numeração dos jogadores do clube.
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