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Agricultura bateu no fundo

Agricultores ribatejanos traçaram cenário negro à eurodeputada Ilda Figueiredo

Agricultores e dirigentes associativos ribatejanos confrontaram a eurodeputada comunista, Ilda Figueiredo, com os problemas que afligem a agricultura da região.

Edição de 28.01.2004 | Economia
A deputada do PCP no Parlamento Europeu (PE), Ilda Figueiredo, esteve em Alpiarça na quinta-feira, 22, a ouvir os problemas dos agricultores daquela zona. E saiu da vila ribatejana com preocupações acrescidas face ao que foi apresentado pelos sete agricultores presentes.O líder da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e da Federação de Agricultores do Distrito de Santarém (FADS), Amândio de Freitas, enumerou um extenso rol de problemas a combater no sector agrícola. Como o controlo espanhol da comercialização do melão branco português, a impraticabilidade da produção de milho no país e a diminuição dos apoios ao azeite e à beterraba, onde se aguarda por um aumento de quotas de produção.Um trabalhador agrícola de Alpiarça, Manuel Domingos, sublinhou a falta de fiscalização nas linhas de engarrafamento que, em seu entender, vão permitindo que haja casas agrícolas a ganhar medalhas com a colocação de rótulos distintos, ou que camionetas provenientes do Alentejo e de Espanha se venham abastecer de vinho ribatejano.Na região de Alpiarça o vinho é o grande sustentáculo agrícola. Mas a época é de grande fuga às despesas. “O produtor envelhece e falta uma nova vaga de quadros competentes”, observou Álvaro Brasileiro, outro homem da terra. Ilda Figueiredo ouviu todas as intervenções e defendeu que Portugal deve fortalecer uma política de auto-abastecimento, evitando importações maciças de produtos. E aludiu a um cenário com o alargamento da União Europeia a 25 países a partir de Maio próximo. “Para dar um exemplo, a Polónia e Hungria são grandes produtores agrícolas e só os polacos produzem mais batata que toda a UE junta”, elucidou.A eurodeputada prosseguiu à tarde o seu trajecto no distrito de Santarém com um encontro com a administração da empresa DAI – Sociedade Agro-Industrial, em Coruche.

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