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PSD demite-se da junta de Alcanhões

PS decide esta semana se provoca eleições antecipadas
Edição de 28.01.2004 | Política
Os dois eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia de Alcanhões (Santarém) - entre eles a presidente desse órgão autárquico, Lucília Gaspar - demitiram-se no dia 16 de Janeiro, seguindo os passos do seu colega de partido e secretário da junta de freguesia, Artur Jorge, que já havia abandonado o cargo em Outubro passado. Divergências quanto à forma como a junta tem vindo a ser gerida, em situação de maioria relativa, por António Manuel Duarte, da CDU, estão na origem dessa decisão.O futuro do actual mandato está agora nas mãos dos eleitos do PS, que assume o papel de fiel da balança. No final desta semana os socialistas deverão decidir se seguem as pisadas dos autarcas do PSD, provocando a queda dos órgãos autárquicos por falta de quórum, ou se continuam em funções. Essa informação foi-nos dada por Heitor Correia, tesoureiro da junta de freguesia eleito pelo PS.O ex-secretário da junta, Artur Jorge, justificou a demissão dos eleitos do PSD com a “inércia” que se vive na freguesia e com o elevado endividamento da autarquia. “A junta precisa de uma reorganização interna e de se estabelecerem acordos com outras entidades, como a câmara, e não vislumbro que isso possa vir a acontecer”.Artur Jorge diz que os números relativos ao endividamento da autarquia que foram fornecidos em Janeiro de 2002, quando assumiu funções na junta, pecavam por defeito. E adianta que os valores em dívida condicionam a capacidade de fazer obra. “Não concordo com a actual situação de inércia e de incapacidade de resolver problemas, que vem de há muito tempo”, diz.O MIRANTE contactou o presidente da Junta de Freguesia de Alcanhões, que afirmou não se rever nas críticas que lhe são dirigidas. “Se há inércia ou incapacidade, só se for da parte dele”, diz António Manuel Duarte, revelando que o défice da autarquia deve ter decrescido para níveis próximos do zero no exercício de 2003, quando no final de 2002 foi de cerca de 40 mil euros. “É verdade que a junta deve muito dinheiro, mas também lhe devem muito”, observa o autarca da CDU.“Se as pessoas não têm capacidade para gerir essa situação é problema delas”, declara, acrescentando que está à espera que seja convocada uma sessão da assembleia de freguesia para ser reposta a normalidade nos órgãos autárquicos.Quanto à possibilidade de o PS seguir os passos do PSD, motivando a queda da junta por falta de quórum, António Duarte diz que “a freguesia é que ficaria a perder” com essa situação. E embora refira que não tem qualquer indicação nesse sentido, sempre diz que está preparado para todos os cenários.

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