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Contas aprovadas com 60 mil euros de prejuízo

Contas aprovadas com 60 mil euros de prejuízo

Sócios sancionam exercício de 2003 mas discutiu-se mais o futuro do futebol jovem

Pouco mais de uma dezena de sócios do U. Tomar aprovaram, por unanimidade, as contas referentes ao exercício de 2003, que foi concluído com um resultado líquido negativo de quase 60 mil euros. Mas foi o futuro do futebol juvenil e a dívida ao fisco que geraram maior discussão.

Edição de 07.04.2004 | Desporto
A estrutura do futebol juvenil do U. Tomar motivou uma acesa discussão entre alguns sócios e direcção, na assembleia geral, realizada a 30 de Março. Em causa esteve a não consumação do protocolo entre o clube e a Escola de Futebol de Tomar (EFT), para que as camadas jovens do clube sejam melhor aproveitadas.A ideia é que a EFT fique responsável pelas escolas, infantis e iniciados, enquanto o U. Tomar mantenha apenas os escalões de juvenis e juniores, na antecâmara da formação sénior.O presidente do clube, Manuel Graça, manifestou-se favorável à existência do protocolo, mas defendeu que não fosse aplicado de imediato. “Há muito para fazer neste clube que é prioritário e os directores não são profissionais”, alertou.Situação que não convenceu Pedro Marques, ex-presidente da direcção e da assembleia geral do U. Tomar que, perante o que considerou ser a indefinição de Manuel Graça, apresentou uma proposta para que a direcção tome medidas para vir a celebrar um protocolo, antes do início da nova temporada desportiva. Uma proposta que foi aprovada pelos sócios com sete votos a favor, dois contra e sete abstenções, e que “obriga” a direcção a tomar iniciativas nesse sentido. No que respeita às contas do clube referentes ao ano de 2003, houve unanimidade entre os associados, mesmo perante um resultado líquido negativo de quase 60 mil euros. Os custos do clube foram superiores a 94 mil euros, enquanto os proveitos pouco passaram de 35 mil euros.Uma situação que teve por base o crescimento de 4,1 por cento nos custos e, em simultâneo, um decréscimo das receitas. Principalmente as de publicidade – publicidade estática e nas camisolas – que não ultrapassaram 20.500 euros – quando em 2002 ascenderam a mais de 30.500 euros. Uma situação que Manuel Graça considerou ser de divórcio entre o comércio e a indústria de Tomar com o clube. A contrabalançar os factores negativos, há a referir que o U. Tomar conseguiu reduzir os apoios monetários em 12,1 por cento e o pagamento de serviços e fornecimentos, com menos 1.300 euros, face a 2002, na rubrica de maior peso relativo dos custos. Uma análise que levou os membros do conselho fiscal e o conselho geral do clube a sugerirem a aprovação das contas.Sanear dívidapara avançarcom complexo desportivoA construção de um novo complexo desportivo do U. Tomar continua a ser um objectivo da direcção do clube. Manuel Graça espera que um grupo de pessoas do sector da construção civil e amigos do clube tomarense assumam a dívida, que ascende a cerca de 100 mil euros. Situação após a qual se poderá avançar com uma candidatura a financiamentos a fundo perdido, já com o estatuto de utilidade pública.Também relacionado com a dívida fiscal, o U. Tomar já recuperou os livretes de dois autocarros e duas carrinhas que teve de entregar nas finanças, estando as quatro viaturas ao serviço das equipas. As finanças rectificaram ainda a listagem dos dirigentes do clube no sentido de puderem ou não vir a responsabilizá-los pessoalmente pelas dívidas contraídas pelo clube desde 1995, e não a partir de 1993, como antes tinha sido pedido.Manuel Graça manifestou aos sócios presentes que não se vai “abrir a bolsa” do futebol sénior para obter outros resultados, prejudicando a saúde financeira do clube. “O nosso lugar é na Primeira Divisão Distrital nos próximos dois ou três anos”, avisou Manuel Graça.U. Tomar festeja 90 anosNo dia 8 de Maio o União Futebol Comércio e Indústria de Tomar (UFCIT) celebra o nonagésimo aniversário. A data festiva será comemorada com a realização de uma noite com fados, no quartel dos Bombeiros Municipais de Tomar.
Contas aprovadas com 60 mil euros de prejuízo

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